Parecia que Ibsen e seus amigos acreditavam que, não importava o quanto Ibsen a machucasse, ela jamais o deixaria.
Pensando bem, isso era até engraçado.
Mateus balançou a cabeça, não disse mais nada e se virou para sair.
Benícia acenou para os dois modelos:
— Vocês podem sair.
Logo, só restaram Benícia e Inês no camarote.
Ao ver que Inês mantinha uma expressão serena, sem demonstrar qualquer emoção, Benícia abriu os braços para ela:
— Inês, se quiser chorar, venha chorar no meu colo. Meu abraço estará sempre aberto para você.
No início, Inês ainda estava um pouco triste, mas ao ouvir isso, não pôde deixar de sorrir, mesmo sentindo vontade de chorar.
— Admito que, quando ele me perguntou se eu tinha certeza de que queria terminar, senti meu coração apertar por um instante, mas foi só isso. Ainda vou ficar triste, mas não vou voltar atrás.
Comparado a passar a vida se torturando ao lado de Ibsen, ela preferia suportar essa tristeza momentânea.
Vendo o alívio nos traços dela, Benícia respirou fundo e arqueou as sobrancelhas:
— Que bom que você conseguiu entender.
Depois de tudo o que aconteceu com Ibsen, ela também não tinha mais ânimo para continuar a festa.
Além disso, pelo jeito de Inês, ela também não queria mais ficar ali.
— Já está tarde, vamos embora.
Inês assentiu:
— Uhum.
As duas pegaram suas bolsas e saíram.
Do outro lado, Mateus encontrou Ibsen e Carlos no estacionamento.
Ao ouvir passos, Ibsen levantou a cabeça. Quando viu que era Mateus, franziu o cenho.
Como se adivinhasse o que ele estava pensando, Mateus falou:
— Inês e Benícia já foram embora.

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