O rosto de Ibsen estampava impaciência e repulsa: — O que mais você poderia fazer? Você fez com que Inês fosse hospitalizada, não deveria ir se desculpar com ela?
O rosto de Mayra empalideceu. Ele estava pedindo que ela se desculpasse com Inês?!
Qual era a diferença disso para matá-la?
— Ibsen, estou com dor de barriga, você poderia me levar para casa para descansar primeiro e irmos nos desculpar com a Srta. Inês outro dia?
Ibsen soltou um riso frio: — Agora a sua barriga dói? Quando você mandou sequestrar a Inês, ou quando mandou atropelá-la, a barriga não doeu? Tudo isso é consequência dos seus atos. Se não estivesse grávida agora, você acha que teria a chance de vir pessoalmente ao hospital se desculpar com a Inês?
O sarcasmo em seu tom era indisfarçável; obviamente, ele não acreditava em uma palavra do que ela dizia.
— Ibsen, eu sei que errei, mas minha barriga está doendo de verdade.
— Já que está com dor, o hospital é o lugar perfeito para um médico te examinar. Mas se não encontrarem nada, eu não vou deixar passar. É melhor você pensar bem.
Assustada com o olhar aterrorizante de Ibsen, Mayra baixou os olhos e não ousou dizer mais nada.
O carro silenciou, mergulhando em um clima sufocante.
Mais de meia hora depois, o Maybach preto parou na entrada do Hospital Central.
Ibsen abriu a porta e desceu primeiro, caminhando diretamente para dentro.
Ele andava rápido, e Mayra precisava trotar para conseguir acompanhá-lo.
— Ibsen, espere por mim... Eu não consigo te alcançar.
Ibsen fez ouvidos moucos e seguiu em direção à ala de internação.
Ao pensar que o acidente de Inês fora causado por Mayra, ele sentia um nojo profundo.
Mas agora Mayra carregava um filho dele; ele não só não podia fazer nada contra ela, como ainda tinha que engolir a raiva e a impaciência para levá-la a se desculpar com Inês.
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