Se não fosse possível descobrir onde o ex-namorado de Maria escondeu o dinheiro, seria muito difícil ganhar este caso.
Depois de passar várias horas analisando os documentos do processo, Inês estava se preparando para descansar quando seu celular tocou de repente.
Vendo que era Benícia, Inês deslizou o dedo para atender.
— Benícia, o que houve?
— Inês, eu estava fazendo compras agora há pouco e vi o vídeo da Mayra pedindo desculpas a você. Foi realmente gratificante.
Inês baixou os olhos:
— Sim, foi uma exigência minha.
— Ela concordou com isso?! — A voz de Benícia estava cheia de incredulidade.
— Comparado a ser presa, ela provavelmente preferiu pedir desculpas em público.
— Faz sentido. Mas pensar que aquela vagabunda vai se casar com o Ibsen em breve me deixa irritada.
Uma amante que destruiu o relacionamento alheio e agora conseguia se oficializar graças à criança na barriga, só de pensar nisso, o sangue fervia.
Especialmente porque ela ouviu Gustavo dizer que a empresa de tecnologia de Ibsen estava com ótimas perspectivas de crescimento nos últimos anos, e o valor de mercado da empresa se multiplicaria várias vezes no futuro.
Só de pensar nisso, ela sentia que era injusto para Inês!
Inês manteve um tom calmo:
— É bom assim. Dessa forma, nenhum dos dois vai prejudicar mais ninguém.
— A propósito, ouvi dizer que o Ibsen tem ido ao bar encher a cara todos os dias ultimamente. Quando fica bêbado, ele grita o seu nome. Ele é doente!
— Não se preocupe com ele. Finja que não sabe.
— Tudo bem. Você ainda está trabalhando, né? Não vou te atrapalhar mais.
Ao desligar o telefone, Benícia suspirou.
Na verdade, havia algo que ela não tinha contado a Inês. Ontem, quando foi ao hospital visitar um doente, ela encontrou Fausta levando Mayra para o exame pré-natal.
Benícia tinha visto com seus próprios olhos o quão bem Fausta tratava Inês antigamente.


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