No caminho, ele estava cheio de raiva e também sentia uma inquietação e confusão difíceis de explicar.
Inês havia publicado aquelas provas na internet, evidentemente decidida a romper completamente com ele, sem deixar qualquer espaço para reconciliação.
Será que ela... realmente tinha tomado a decisão de terminar com ele? Não era apenas uma tática para atraí-lo de volta?
Ele sempre acreditara que, não importava o quanto magoasse Inês, ela jamais o deixaria.
No entanto, naquele momento, ele já não tinha tanta certeza.
Depois de estacionar o carro em frente ao prédio de Inês, Ibsen demorou para descer.
Ele não sabia exatamente o que sentia: raiva, confusão... uma mistura de emoções se entrelaçava dentro dele.
Antes de chegar ali, sua intenção era confrontar Inês e exigir explicações pelo que ela tinha feito, mas agora, ele já não queria tanto subir.
De repente, o celular no banco do passageiro começou a tocar.
Ao ver que era Mayra, Ibsen franziu a testa e atendeu.
— Sr. Serpa, o que eu faço? Agora a internet está cheia de pessoas me xingando... Tem gente ameaçando descobrir o endereço da minha família, dizendo que vai me mandar ratos mortos... Estou com tanto medo... O senhor pode vir aqui agora?
Mayra falava aos prantos, com a voz trêmula, obviamente apavorada de verdade.
Se fosse em outra ocasião, Ibsen com certeza teria tentado acalmá-la e ido imediatamente ao seu encontro.
Mas agora... ele mesmo estava angustiado, sem vontade alguma de lidar com ela.
— Agora não posso. Se estiver com medo, fique num hotel por enquanto, ou ligue para o Bruno, peça para ele arranjar outro lugar para você ficar.
Mal terminou a ligação, outro telefonema entrou imediatamente.
Ao ver que era Bruno, Ibsen atendeu, contendo a raiva:
— O que foi?


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