Afonso viu, seu olhar hesitou por um momento, e então ele desviou os olhos.
— Eu vou perguntar agora! Você vai devolver as ações ou não?! Se não devolver, não me culpe por desconsiderar os nossos laços de sangue!
Inês abaixou a cabeça, olhou para o ferimento em sua mão e pegou casualmente um lenço de papel para pressioná-lo.
— Sr. Alves, quando foi que você considerou os nossos laços de sangue? A sua filha é a Clarice, não eu. Seria melhor você dizer isso a ela.
Afonso ficou tão furioso que quase perdeu a razão e levantou a mão para bater em Inês.
Os dois guarda-costas vestidos de preto que estavam atrás de Inês deram um passo à frente imediatamente para bloqueá-la, encarando Afonso friamente, com uma presença intimidadora.
Afonso abaixou a mão ressentido e esbravejou:
— Inês, você me paga!
Dito isso, ele se levantou e caminhou diretamente em direção à porta do quarto.
Ao ver a cena, Bianca lançou um olhar furioso para Inês e também se levantou para sair.
Assim que os dois partiram, Elisa correu para a frente de Inês, com o rosto cheio de preocupação:
— Senhorita, o que vamos fazer agora? Quando Bianor souber que a velha senhora transferiu todas as ações para você, ele com certeza também virá causar problemas.
Inês manteve uma expressão calma:
— Pensaremos nisso quando acontecer. Não adianta se preocupar agora.
Ela olhou para os guarda-costas:
— A partir de hoje, quatro de vocês ficarão guardando a porta do quarto do hospital. Não permitam que mais ninguém entre para perturbar o repouso da minha avó.
— Sim, Srta. Inês.
Após a saída dos guarda-costas, Elisa começou a varrer os cacos de porcelana no chão.
Quando estava varrendo perto de Inês, a expressão dela mudou de repente:
— Senhorita, você está ferida!
Inês abaixou a cabeça para olhar as costas da mão; o sangue que havia brotado do ferimento anterior já estava coagulado.
— Não foi nada, eu vou encontrar um curativo para colocar mais tarde.
— Como não foi nada! Vá procurar o Dr. Lucas para tratar isso, senão pode acabar infeccionando.
Diante da forte insistência de Elisa, Inês não teve escolha a não ser ir procurar Lucas.
O olhar de Lucas moveu-se impaciente da tela do computador para o rosto de Clarice:
— Srta. Clarice, você tem fetiche em ser a outra?
O sorriso no rosto de Clarice congelou completamente:
— O... O que quer dizer?
— Inês e eu somos namorados. Qualquer pessoa com a mente sã perceberia isso. Ou você tem problemas de QI e não conseguiu notar, ou você tem um fetiche em ser a outra, não é mesmo?
Ao ver uma silhueta parada na porta com o canto do olho, Lucas ergueu uma sobrancelha discretamente.
Lágrimas brotaram instantaneamente nos olhos de Clarice:
— Dr. Lucas, não imaginava que você me visse dessa forma. Eu não sabia que você e a minha irmã estavam namorando. Se eu soubesse, com certeza não teria vindo trazer doces hoje. Desculpe... pelo incômodo.
Dito isso, Clarice se levantou e caminhou em direção à porta.
Tinha dado apenas dois passos quando a voz fria de Lucas soou atrás dela.
— Espere.
Os olhos de Clarice brilharam. Como esperado, os homens diziam uma coisa, mas faziam outra.

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