Vendo que a raiva dela advinha da timidez, Lucas não a provocou mais e assentiu: — Entendi. Dirija com segurança e avise-me quando chegar ao hospital.
— Está bem.
Observando Lucas adentrar o condomínio, Inês ligou o carro e partiu.
Ao chegar ao hospital, já eram quase onze horas da noite.
Assim que Inês entrou no quarto da paciente, recebeu uma mensagem de Lucas.
[Acabei de tomar banho. Você já chegou?]
Inês abriu o WhatsApp para respondê-lo: [Sim, acabei de chegar. Vá descansar logo, pois trabalhará amanhã.]
Guardando o celular, Inês encaminhou-se até o sofá, sentou-se e continuou analisando os documentos.
Na manhã do dia seguinte, quando Elisa chegou, ela trouxe uma novidade para Inês.
— Senhorita, ouvi dizer que o seu pai está exigindo o divórcio. Quando a Família Moura soube disso, foram até a casa de vocês fazer um escândalo. Durante a confusão, o seu pai ficou ferido. A senhorita gostaria de ir até lá ver como ele está?
Ao escutar isso, Inês assumiu uma expressão indiferente: — Certo, eu entendi. Se eu tiver tempo, irei até lá.
Ao deixar o hospital, Inês se preparava para ir ao escritório de advocacia quando recebeu uma ligação de Afonso.
— Inês, venha até em casa imediatamente.
— O que houve?
— Sua mãe e eu estamos nos divorciando. Já que você é advogada de divórcios, quero que assuma este caso.
Inês: — ...
Após um breve silêncio, ela ponderou: — Somos parentes próximos, eu não posso atuar como representante legal no processo de divórcio de vocês. Além do mais, não desejo me envolver nessa disputa. Procure outro profissional.
Dito isso, Inês encerrou a chamada sem mais delongas.
Após dirigir até o prédio do escritório de advocacia, assim que chegou à entrada, Inês avistou Afonso sentado no sofá do saguão.

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