Olhando para o contrato que ele lhe entregava, os olhos de Inês cintilaram levemente. Ela estendeu a mão e o pegou:
— Certo, eu entendi.
Meia hora depois, Inês chegou ao térreo da Voyage Technology.
Assim que caminhou até a entrada, deparou-se com Dimas saindo do edifício.
O homem vestia um terno preto impecável, possuía feições atraentes, e por trás dos óculos de aro dourado havia um par de olhos sedutores com os cantos levemente erguidos. Apoiado por uma aura gélida que o envolvia, ele parecia incrivelmente frio e distante.
Ao ver Inês, seus passos hesitaram por uma fração de segundo. Logo, seu olhar desviou-se friamente dela e ele passou direto, indo embora.
Encontrá-lo ali foi motivo de certa surpresa para Inês.
Dimas era o meio-irmão mais velho de Ibsen, por parte de pai, e também o atual presidente do Grupo Serpa.
No passado, ele sempre menosprezara Ibsen por ser um filho ilegítimo. Quando Ibsen começou o próprio negócio, Dimas armou diversas armadilhas pelas costas dele. Se Ibsen não tivesse tido sorte, talvez ainda estivesse vivendo como um rato sorrateiro em algum porão escuro e úmido.
Sem dar muita importância ao encontro com Dimas, Inês entrou na Voyage Technology. Após informar o motivo de sua visita à recepção, a atendente ligou para Bruno, do escritório da presidência. Confirmadas as informações, a recepcionista olhou para Inês:
— Srta. Inês, a senhora pode entrar.
Inês assentiu com a cabeça:
— Obrigada.
Assim que ela chegou ao último andar, Suzana imediatamente enviou uma mensagem a Mayra avisando sobre a sua presença.
Ao saber que Inês havia ido à Voyage Technology, o rosto de Mayra escureceu e ela correu às pressas para lá.
Quando chegou ao escritório de Ibsen, encontrou-o sozinho, mas com uma expressão bastante severa.
— Onde está a Inês?



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento!