Benícia bufou friamente e respondeu de mau humor:
— Pelo menos você sabe pedir desculpas. Achei que planejava agir como se nada tivesse acontecido!
— Me desculpe, você deve ter ficado com muita raiva.
E ela compreendia perfeitamente Benícia. Se fosse Benícia quem negligenciasse a própria saúde por causa de um homem, ela também teria ficado furiosa.
— Tudo bem, isso é passado, já deixei de estar com raiva há muito tempo. No entanto, quando você voltar, com certeza não vou deixar barato.
— Combinado. Quando eu voltar, você poderá me xingar o quanto quiser.
Benícia ficou em silêncio por um instante.
A forma como Inês falava a fazia parecer uma fera selvagem.
— A propósito, estou ligando para você hoje porque tenho outra coisa para contar.
— O que foi?
— O motorista do caminhão que bateu em vocês enlouqueceu de repente na delegacia e já foi transferido para um hospital psiquiátrico. Na época, ele disse que o acidente aconteceu porque havia bebido, mas eu acho essa história de enlouquecer do nada um tanto bizarra. Acho melhor você pedir para os Leites investigarem isso novamente.
Inês apertou o celular com força. As cenas do acidente começaram a piscar incessantemente em sua mente, e sua respiração tornou-se acelerada sem que percebesse.
Ela respirou fundo, reprimindo as emoções em seu peito:
— Certo, entendi. Benícia, obrigada.
— De nada. Não vou mais atrapalhar você.
Inês guardou o celular e voltou para o quarto do hospital. Francisco perguntou quem havia ligado.
Após hesitar por um momento, Inês acabou contando a Francisco o que Benícia havia dito.



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