Eduardo lançou-lhe um olhar gélido:
— Eu já tinha lhe avisado para primeiro reconhecê-lo formalmente e depois discutir sobre a empresa. Foi você quem recusou. Agora que tudo foi por água abaixo, de quem é a culpa?!
— Como eu poderia saber se você não abrigava a intenção secreta de trazer para dentro de casa o filho da mulher dos seus sonhos?
Se ela tivesse permitido o reconhecimento de Ibsen pela Família Serpa, e Eduardo de repente voltasse atrás na ideia de fundir a empresa dele ao Grupo Serpa, o prejuízo teria sido incomensurável!
As sobrancelhas de Eduardo se uniram num vinco apertado:
— Você não tem absoluta certeza de que não mantive contato com ela todos esses anos? A prioridade agora são os assuntos de Dimas, por que trazer à tona futilidades como essa?
Fernanda lançou-lhe um olhar de esguelha:
— Não pense que eu não vi. Quando a Fausta entrou agorinha, você a ficou fitando repetidas vezes.
— Eu só olhei porque não a via há muitos anos e notei que ela envelheceu bastante. Você vai sentir ciúmes até disso?
Os olhos de Eduardo transbordavam impaciência; para ele, Fernanda estava apenas criando caso sem razão.
Fora ela quem exigira o reconhecimento de Ibsen, e era ela quem agora se corroía de ciúmes apenas porque ele olhara um pouco mais para Fausta.
Ele nunca deveria ter concordado quando Fernanda sugeriu aquela ideia; assim, teria evitado todo esse desgaste.
— Não me dou ao trabalho de ter ciúmes. Quer você adule Fausta ou a engane, você tem que dar um jeito de trazer Ibsen de volta para a Família Serpa!
Apenas com o retorno de Ibsen à Família Serpa é que conseguiriam forçá-lo a entregar a Voyage Technology.
— Já entendi. Tenho pendências na empresa, não jantarei em casa hoje.
O rosto de Fernanda contorceu-se em desagrado:
— Você realmente não vai jantar em casa, ou vai jantar na casa de outra pessoa?
Essa insinuação foi a gota d'água para a paciência de Eduardo:
— Você vai parar com isso ou não? Se continuar com essas insinuações, irei até a casa dela e você irá se arrepender!
Fernanda deu um bufou desdenhoso:
— O que eu teria de me arrepender? O único que vai se arrepender será você!
— Não vou desperdiçar saliva com você. Você está agindo como uma barraqueira!
A palidez tomou conta do rosto de Fernanda:
— Eduardo, o que você acabou de me chamar?! Repita, se for homem!

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