Mayra mordeu o lábio, suportando a dor, e se desvencilhou da mão de Karina. — Eu não vou. Se quiserem ir, vão vocês mesmos!
Vendo-a daquele jeito, a raiva de Karina subiu-lhe à cabeça.
— Mayra, você passou de todos os limites! Não acha que eu não tenho como forçá-la, acha?!
Ramiro deu um passo à frente e disse impaciente: — Por que perder tanto tempo conversando com ela?! Se ela não quer ir, a gente bate até ela implorar por piedade! E se não implorar, a gente mata ela logo. Uma inútil viva só serve para prejudicar os outros!
A pessoa a quem ele se referia como 'os outros', naturalmente, era o seu precioso filho, Pedro.
Mayra assentiu. — Tudo bem, então batam. É melhor me matarem mesmo. Se não conseguirem, preparem-se para ir para a cadeia fazer companhia ao Pedro.
— Quando estiverem lá dentro, ainda poderão ajudá-lo a cumprir as tarefas para conseguir progressão de regime mais cedo!
As palavras de Mayra enfureceram Ramiro de vez. Ele ergueu a mão para lhe dar um tapa.
— O que vocês estão fazendo?!
O grito ríspido da enfermeira vindo de trás assustou Ramiro, e sua mão paralisou no ar.
No instante em que ele se distraiu, a enfermeira o empurrou e ajudou Mayra, que estava no chão, a deitar-se na cama.
Ela virou-se para Ramiro e Karina, com o rosto cheio de indignação: — Quem são vocês?!
Diante de estranhos, Karina fingia ser uma boa pessoa e disse com um sorriso: — Nós somos os pais de Mayra. Soubemos que ela estava internada e viemos de casa o mais rápido que pudemos.
Os olhos da enfermeira transbordavam ceticismo: — Que tipo de pais veriam a própria filha cair no chão e não fariam nada?


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