As mãos do secretário, caídas ao lado do corpo, cerraram-se involuntariamente. Lembrando-se das palavras que Inês acabara de dizer e tomado por um impulso súbito, ele de repente falou para o homem no carro: — Sr. Dimas, é realmente necessário ser tão implacável? O Grupo Alves já declarou falência, eu acho que não há necessidade...
Antes que pudesse terminar a frase, foi friamente interrompido por Dimas: — Você se esqueceu de quem é que paga o seu salário?
Essas palavras foram como um balde de água fria derramado sobre sua cabeça, fazendo-o despertar no mesmo instante.
Sua mãe ainda estava internada e precisava de dinheiro para a cirurgia. Ele não podia perder aquele emprego.
O que importava se tivesse que vender a própria consciência? Contanto que sua mãe sobrevivesse, isso seria o suficiente.
Pensando nisso, seu olhar tornou-se gradualmente firme.
— Sim, Sr. Dimas. Vou providenciar isso imediatamente.
— Hum.
Após a partida do secretário, Dimas recostou-se confortavelmente no banco, estreitando os olhos.
Se a Família Alves não tivesse tentado usar Clarice para apunhalá-lo pelas costas, ele também não teria agido contra a garota.
Sendo assim, que Inês também provasse o sabor de estar na prisão.
Inês subiu ao último andar. Os acionistas já estavam reunidos na sala de conferências. Logo após o pedido de falência, eles dariam uma coletiva de imprensa para anunciar a ruína do Grupo Alves.
A sala de conferências estava silenciosa, com uma atmosfera pesada. Todos apresentavam semblantes abatidos e ninguém ousava falar.
Inês sentou-se na cabeceira, olhou para os presentes e começou a falar: — Graças a todos os acionistas, o Grupo Alves conseguiu resistir até hoje ao longo destes anos. No entanto, agora a empresa chegou a um beco sem saída e não há mais como reverter a situação. Gostaria de expressar a todos o meu muito obrigada e, também, as minhas mais sinceras desculpas.
Assim que Inês terminou de falar, os acionistas finalmente romperam o silêncio, com um tom carregado de acusações.

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