Inês não pôde deixar de rir dele:
— Você só trabalhou por uma semana, vai se acostumar depois.
Francisco: ...
Após um breve silêncio, ele não conseguiu se conter e perguntou:
— Inês, sua carga de trabalho sempre foi tão grande assim?
Inês balançou a cabeça:
— Não, às vezes a carga de trabalho era ainda maior que essa. Teve uma vez que passei um mês inteiro virando noite até de madrugada.
Francisco mostrou-se incrédulo:
— Inclusive aos sábados e domingos?
— Uhum.
— Assim você não tem nenhum tempo pra si mesma? Inês, você sendo tão workaholic, será que nunca namorou?
O movimento de Inês ao pegar comida parou por um instante, e um brilho de emoção indefinida passou por seus olhos baixos.
Antes de Ibsen ter traído, eles conseguiam tirar um dia por semana para ficarem juntos. Às vezes saíam para caminhar, outras vezes ficavam em casa, faziam uma refeição juntos, se aconchegavam no sofá para ver um filme, coisas assim.
Apesar de simples, era acolhedor.
Depois que Mayra apareceu na vida de Ibsen, toda vez que estavam juntos, quase sempre acabavam brigando.
Aos poucos, Inês começou a usar o trabalho para fugir da tristeza, e o trabalho ocupou cada vez mais seu tempo.
Vendo que Inês não respondia, Francisco não se aguentou:
— Inês, com essa cara, será que eu acertei?
Inês voltou a si, levantou os olhos e olhou para ele:
— Claro que já namorei, só que já terminei.
— Certo.
— E por que, ao saber que eu já namorei, você pareceu até decepcionado? Será que com minha aparência, eu não pareço alguém que já namorou?
Na época da escola, só os pretendentes dela formavam uma fila do dormitório até o portão principal.
— Não, pelo contrário, você tem mesmo cara de quem já namorou, e não foi pouco, deve ter tido uns oito ou dez namorados.
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