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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 76

— Vamos embora.

Lucas ligou o carro e saiu, e o silêncio se instalou entre os dois.

Inês não tinha intimidade com ele, nem sabia sobre o que puxar assunto, então preferiu ficar quieta, olhando distraída para a paisagem da rua pela janela.

Naquele dia, ela vestira um casaco longo de plumas azul-claro. Os cabelos longos estavam presos em um coque, deixando à mostra a testa lisa e o pescoço fino e claro, a pele era mais branca que a neve. Se alguém dissesse que ela era uma universitária de pouco mais de vinte anos, ninguém duvidaria.

Lucas a observava de canto de olho, com uma ternura nada disfarçada no olhar.

Meia hora depois, o carro parou em frente ao prédio de Inês.

Inês desfez o cinto de segurança, virou-se para ele e disse:

— Obrigada pelo esforço.

— Até amanhã.

— Está bem, vá com cuidado.

Inês desceu do carro, acompanhou com o olhar enquanto ele se afastava, e ao se virar, viu Benícia parada não muito longe, com uma sobrancelha arqueada, olhando para ela.

Inês se surpreendeu e apressou o passo:

— Benícia, o que você está fazendo aqui?

Benícia tinha um olhar malicioso:

— Tem coisa aí, hein? Quem era o homem que te trouxe de volta?

— Como você sabe que era um homem?

— Normalmente, mulheres não escolhem carro preto, e pelo jeito como ele dirigia, provavelmente era homem.

Inês não conseguiu conter um sorriso:

— Você devia mesmo mudar de profissão e virar detetive.

— Chega de mudar de assunto. Fala a verdade, o que está acontecendo?

Inês pegou no braço dela e, enquanto entravam no prédio, explicou:

— Na verdade, isso tem a ver com você também.

Mesmo quando tinham confraternização do setor, as colegas queriam ir de carona com ele para o restaurante e ele recusava sem a menor cerimônia, frio como gelo.

Ele simplesmente não conseguia imaginar o Lucas levando uma mulher para cima e para baixo todo dia.

— Claro, acabei de ver com meus próprios olhos. A Inês acabou de descer do carro.

— Tudo bem, pode ficar tranquila. Eu conheço ele faz anos, é uma pessoa íntegra. Aliás... você não vive me pedindo para apresentar algum amigo solteiro para a Inês? Ele trabalha comigo, tem boa reputação, família rica, é mais bonito que o Ibsen e se encaixa nos seus critérios.

Assim que ouviu isso, Benícia se animou na hora.

— Ótimo, agora estou tranquila! Irmão, nessas horas você é mesmo confiável!

Gustavo riu, sarcástico:

— Quando precisa de mim é "irmão", quando não precisa é só "Gustavo". Você é mesmo minha irmã.

— Isso é normal, ué. Não vou ficar de papo, era isso mesmo.

Ao ouvir o sinal de desligado, Gustavo sorriu, meio sem jeito.

Quando estava para largar o celular, a conversa de Benícia sobre Lucas buscar e levar Inês todos os dias lhe veio à mente. Ele arqueou a sobrancelha e ligou direto para Lucas.

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