Mayra desligou o telefone, e seu olhar tornou-se frio e sombrio.
Ela não acreditava que, quando Inês se tornasse alvo do desprezo de todos, Ibsen ainda pudesse gostar dela!
Do outro lado, Amélia colocou o celular de lado e olhou para a manicure que fazia suas unhas:
— Seja mais rápida, daqui a pouco vou me encontrar com o Sr. Gustavo. Se eu me atrasar, não vou te perdoar!
A manicure, já acostumada com o tom autoritário de Amélia, respondeu com humildade:
— Sim, Srta. Amélia.
A manicure terminou o serviço mais de meia hora depois.
Amélia olhou satisfeita para as unhas recém-feitas, pegou sua bolsa e saiu imediatamente, dirigindo-se ao restaurante onde tinha combinado de encontrar Gustavo.
O garçom a conduziu até um salão reservado, onde Gustavo já a aguardava.
Ao vê-lo, o rosto de Amélia se iluminou de alegria, e ela caminhou diretamente em sua direção.
Quando tentou sentar-se ao lado dele, Gustavo franziu a testa e falou friamente:
— Srta. Amélia, não gosto de sentar tão perto de pessoas com quem não tenho intimidade. Por favor, mantenha distância.
O corpo de Amélia enrijeceu de repente. Mantendo o sorriso com dificuldade, ela olhou para Gustavo e disse:
— Sr. Gustavo, o senhor me chamou aqui hoje, não seria para oficializar nosso relacionamento?
Depois daquela noite, ela vinha esperando que Gustavo a procurasse espontaneamente.
Hoje, finalmente, ele a chamara, mas, para sua surpresa, a atitude de Gustavo continuava tão fria quanto antes.
O olhar de Gustavo era ainda mais gélido que o vento lá fora:
— Srta. Amélia, acho que houve um engano. Hoje a chamei aqui para conversarmos sobre como lidar com o ocorrido daquela noite.
Amélia mordeu o lábio inferior:
— E como o senhor pretende lidar com isso?
Gustavo foi direto ao ponto, sem rodeios:
Na verdade, ela jamais teria coragem de denunciar, afinal, naquela noite ela realmente não tivera relações com Gustavo. Se fosse à polícia, e a investigação revelasse o que ela fez, estaria perdida.
...
Ao sair da empresa, Ibsen dirigiu até o prédio onde Inês morava.
Desligou o motor, olhou para os andares e ficou ali, pensativo.
Nem sabia explicar o que estava acontecendo consigo mesmo. Desde o término, seus sentimentos eram facilmente afetados por Inês.
Enquanto Ibsen estava absorto em seus pensamentos, um Mercedes-Benz G preto estacionou transversalmente à frente de seu carro.
A porta do carona se abriu e Inês desceu do veículo.
Do banco do motorista, desceu um homem. Ele foi até a traseira do carro, abriu o porta-malas e retirou duas grandes sacolas de frutas e verduras, caminhando com Inês em direção ao prédio.
O rosto de Ibsen se fechou. No mesmo instante, tomado por um impulso inexplicável, abriu a porta, desceu do carro e rapidamente foi interceptá-los.
— Inês, quem é esse homem?!

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