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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 125

Parecia um bichinho guardando seus próprios pensamentos enquanto avaliava os humanos.

— Descobriu o quê? — ela perguntou.

Sérgio resumiu de forma breve:

— Antes de casarmos, venderam a casa para pagar dívidas de jogo, e você ainda quitou cinquenta mil dessa dívida.

Para falar a verdade, Júlia ficou bastante surpresa.

Principalmente por não imaginar por que Sérgio investigaria aquilo. Teria tanto tempo livre assim?

— Obrigada — disse Júlia. — Mas eu posso resolver isso sozinha.

Sérgio não disse nada, ficou olhando para ela por um momento e, embora tentasse se conter, não conseguiu.

Sua boca abriu e fechou, perguntando em um tom levemente cortante:

— Resolver como? Chorando?

As sobrancelhas de Júlia desceram, mas assim que ela foi rebater, sentiu um tecido tocar o canto de seus olhos.

Era o lenço de Sérgio.

Ela nem tinha percebido que seus olhos estavam úmidos.

Olhando para o lenço, Júlia de repente se lembrou de que, no banquete daquele dia, quando Clarice machucou o dedo, Sérgio também havia lhe estendido um lenço.

Ela o segurou por um instante e depois o enfiou de volta na mão de Sérgio.

Tirou um pacote de lenços de papel de sua própria bolsa e se enxugou.

Sérgio não ligou para o pequeno gesto de rejeição dela. Apoiou-se no carro, tirou um maço de cigarros do bolso interno do paletó, juntamente com um isqueiro.

Com um "clique", a chama saltou.

Sérgio disse:

— Você tentar segurar Alberto e a esposa com dinheiro vai funcionar, mas isso só vai atrasar o próximo escândalo deles por um tempo.

Júlia olhou para Sérgio.

Percebeu que ele parecia diferente de antes.

Se fosse no passado, além de não tomar a iniciativa de investigar aquilo, mesmo que descobrisse, ele provavelmente não interferiria.

Júlia viu o cigarro entre os dedos longos de Sérgio; a ponta azulada destacava o tom muito branco de sua pele.

A textura do papel do cigarro e a pulseira de metal em seu pulso eram completamente opostas, mas, combinadas, eram bem atraentes.

Quando Júlia conheceu Sérgio, foi em um evento de negócios.

Aquela preocupação repentina a deixou bastante desacostumada.

Mas, inegavelmente, seu humor melhorou um pouco.

Júlia perguntou:

— O que você pretende fazer?

Sérgio abriu a porta do passageiro, deu um sorriso rápido de canto de boca:

— Para lidar com marginais, é claro que devemos usar métodos de marginais.

Júlia o olhou surpresa, parecendo não imaginar que alguém com uma aparência tão impecável pudesse dizer algo assim.

Ele era muito diferente do homem que fazia discursos segurando uma taça de champanhe nos banquetes.

Impaciente por esperar que ela entrasse no carro, Sérgio puxou levemente a gravata e afrouxou o colarinho.

Parecia um homem elegante... que era do mal.

Ele a apressou:

— Entre no carro e vamos para casa, você já me atrasou bastante hoje.

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