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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 126

Sérgio Santana estava dirigindo o carro de Júlia.

Sua própria van executiva fora levada pelo motorista.

Júlia olhou para baixo e viu as mensagens enviadas por Lucas Franco, que estava principalmente preocupado com a segurança dela.

Ela respondeu uma a uma.

Ao ver aquilo, Sérgio não disse nada, mas seu olhar escureceu.

Éder não conseguiu descobrir o responsável por trás daquilo; encontrou apenas que Alberto e a esposa haviam entrado em contato com um número internacional.

Grandes empresas como a da família Cardoso transitavam pelo lado limpo e sujo, e não faltava gente disposta a fazer o trabalho.

Além disso, evidências como transações de contas e informações de histórico eram fáceis de investigar, mas as redes de relacionamento interpessoal eram muito mais difíceis.

Embora Sérgio suspeitasse que alguém estivesse agindo nos bastidores, ele não queria desconfiar de Clarice Cardoso.

Até mesmo no caso do sequestro anterior, após a polícia chegar à sua conclusão, ele não fora a fundo.

Ao voltar para a velha mansão, Sérgio foi direto para o escritório.

Mandou Éder preparar dez milhões em dinheiro vivo.

Não apenas quitaria a dívida de jogo de Alberto de uma vez só, mas sobraria bastante.

Afinal, parte da ganância humana vem de sua própria natureza, e a outra parte é cultivada.

Ele nunca fazia negócios em que saísse perdendo; o dinheiro não era dado de graça, renderia juros.

Ao voltar para casa, Júlia ainda estava com aquilo na cabeça; a cada poucos minutos, caminhava até a porta.

Até ver Sérgio abrir a porta.

Sérgio olhou para ela e perguntou:

— Ainda não dormiu?

Ele parecia saber o que ela estava pensando.

— Isso vai ser resolvido, fique tranquila.

Ao ouvir aquilo, Júlia perdeu as palavras.

Tinha sido tão difícil decidir se desvincular daquele relacionamento.

Ao escutar aquilo agora, sentiu uma mistura complexa de sentimentos.

Sentiu-se mais segura e, ao mesmo tempo, um pouco desolada.

Porque não havia nada que Sérgio não pudesse resolver, o fato era que ele simplesmente nunca resolvera nada por ela.

Seu nariz pinicou, e ela se acalmou.

Mas, simultaneamente, seu coração quase amoleceu.

Júlia engoliu a amargura e disse apenas:

— Obrigada.

Aquilo era uma surpresa.

Sérgio lembrava-se de que Júlia quase nunca lhe pedira nada, nem costumava agradecer.

Ele usava roupas confortáveis de ficar em casa, priorizando o conforto, e óculos sem armação descansavam no nariz.

Parecia muito mais gentil do que quando estava de terno.

Ainda assim, o cordão da calça estava amarrado em um laço perfeito, preservando a meticulosidade do grande presidente.

Júlia ria intimamente, mas não moveu os pés:

— Você disse que não posso entrar no escritório sem a sua permissão.

Ouvindo apenas essa frase, soava bem obediente.

Seria ainda melhor se não estivesse acompanhada daquele tom frio e sarcástico.

Ficava claro que ela guardava rancor.

Na última vez, Sérgio achou que Júlia havia roubado o plano e falou de forma um pouco rude.

Mas agora estava provado que ela não havia feito isso.

Sérgio balançou os documentos na mão, sinalizando que não tinha as mãos livres.

Júlia entrou e colocou as coisas do lado esquerdo para não serem derrubadas.

Ao pousá-las, a tigela tilintou no pires.

Sérgio levantou os olhos, percebendo que ela estava com raiva.

Assim, pegou a colher e fez um gesto para que ela também comesse.

Júlia: ?

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