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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 137

Ao ouvir isso, o coração de Clarice se agitou levemente.

Ela estivera procurando uma chance, mas nos últimos dias Sérgio mandara o assistente Yan apenas ajudá-la a achar uma casa.

Várias vezes ela tentou convidá-lo para tomar chá na nova casa, mas ele recusava.

Ela olhou em volta.

Não havia sinal de Júlia nem de Lucas.

Era uma ótima oportunidade.

Se isso ocorresse em casa, caso Sérgio percebesse que algo não estava bem com o seu corpo, ele com certeza a culparia.

Sérgio não era alguém com quem se pudesse brincar facilmente.

No evento, as coisas seriam diferentes.

Clarice foi até a área do champanhe, segurando a pequena pílula branca com a ponta dos dedos, sua respiração acelerando.

Mesmo assim, sentia alguma hesitação no momento.

Era como se avistasse uma macieira repleta de frutas, desenraizada e pronta para ser levada ao próprio quintal.

As raízes remanescentes, contudo, ainda a puxavam para trás.

Somente se fosse absolutamente necessário ela recorreria a esse método.

No entanto, todos os seus planos tinham sido desestabilizados por aquela mulher irritante, Júlia.

Suas unhas cravavam nas próprias palmas.

Clarice respirou profundamente para conter a tensão.

A pequena pílula branca deslizou da beirada do copo para dentro da taça de champanhe.

Bolhas surgiram e depois desapareceram.

Ela agitou-a de leve, retornando ao lado de Sérgio com um sorriso doce:

— Sérgio, tome uma bebida.

Júlia também ansiava por um gole de bebida.

A dor excruciante e a sede desesperada fizeram com que recobra-se a consciência.

Ao reabrir os olhos, a primeira coisa que sentiu foi uma dor lacerante.

Logo ouviu os jatos d'água no banheiro.

O desespero tomou conta dela, como a maré crescente da praia engolindo-a.

Júlia chegou a pensar que realmente havia dormido com um homem, mas logo descobriu que suas roupas estavam intactas.

Entretanto, o lençol cheirava intensamente a vinho tinto.

O homem no banheiro devia estar se banhando.

A maçaneta do banheiro também começou a ser virada.

Júlia disparou para o corredor afora.

O corredor se estendia infinitamente e não podia ser superado em segundos curtos.

Ela deparou com uma porta mal fechada. Dentro havia apenas o escuro absoluto, dando a impressão de um cômodo vazio.

Júlia não pensou duas vezes, esgueirou-se em disparada ao interior.

O recinto estava perfeitamente quieto.

Ao ponto que os rangidos nos corredores eram perfeitamente escutados.

Escutou o Sr. Leon abrindo as portas também.

Por nenhum motivo ela podia sair!

Júlia tentava se acalmar cobrindo sua boca, com muito esforço ia empurrando a maçaneta bem silenciosamente.

Ao ponto que obteve êxito com sucesso de um suave ressoar.

Naquele ínterim ela ouviu vindo do quarto mais profundo.

A silaba do começo faria com que ela escutasse e fosse capaz de ser assimilada com tanta destreza.

— Clarice, é você?

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