Depois de voltar para casa, Clarice comprou uma grande sacola de testes de gravidez na farmácia.
Ela usava um todos os dias.
Porque toda a sua atenção estava focada nisso, ela se esqueceu completamente do jantar de fim de semana na casa de Marlene Martins que havia prometido.
Até Marlene ligar é que ela se lembrou.
O outro lado da linha estava um pouco barulhento, a casa parecia ter convidados.
Marlene notou que o estado de Clarice não estava bom, pediu desculpas aos outros e foi rapidamente para um lugar tranquilo.
— Clarinha, você e Sérgio tiveram problemas de novo?
Clarice contou o que aconteceu, mas escondeu a parte onde seu plano deu errado e foi violada pelo Sr. Leon.
Ela não queria contar isso nem para a própria mãe.
Marlene imediatamente repreendeu: — Como você pode ser tão tola! Gravidez é pouca coisa? Você e Sérgio nem estão casados ainda. E mais, você acha que engravidar é tão fácil assim, de primeira?
— Eu calculei meu período fértil.
— Do que isso adianta, sua ideia foi boa, mas ter um filho depende de sorte. Se não tiver funcionado desta vez, você acha que consegue drogar o Sérgio de novo?
Clarice não respondeu.
Depois de desligar o telefone, ela enterrou o rosto nos braços.
Ao lado, havia um teste de gravidez com apenas uma listra.
Clarice sabia que isso era difícil, mas não tinha outra escolha.
Ela podia ver que Sérgio estava sendo constantemente atraído por Júlia.
Se ela não agisse, seria tarde demais.
A coisa já havia sido feita uma vez, e até mesmo com outro homem.
Clarice segurou o celular e ficou encarando o cartão de visitas que o Sr. Leon deixara, sem se mover por muito tempo.
Depois de chegar ao estado vizinho, Júlia fez check-in em um hotel local.
Ela olhou para as marcas em seu corpo e sentiu dor de cabeça.
Tinha que arrumar uma forma de se comunicar com a equipe de figurino sobre as roupas.
Não podiam ser muito reveladoras.
Enquanto ponderava, recebeu uma ligação de Lucas Franco.
— Julinha, ouvi dizer que você está em Santarém a trabalho, quer sair para comer juntos?
Luana usava calças rasgadas, tinha um piercing no lábio e o cabelo comprido estava descolorido em várias cores.
O estilo era tão caótico quanto o de Lucas.
Lucas revirou os olhos: — Eu, parecido com ela? O meu se chama estilo, o dela... haha.
Luana arregalou os olhos de forma exagerada: — Escutem só ele, cacarejando igual a uma galinha velha, o quê, você também canta assim no grupo quando ouve o relatório financeiro?
Por fim, ainda concluiu: — Sem educação!
Lucas balançou a cabeça sem parar: — Eu estou rindo de você, o cabelo parece uma paleta de cores, as calças só têm buracos abaixo da cueca, e ainda ousa se comparar a mim.
Júlia só sentiu que a nuvem negra sobre ela havia sido completamente varrida pelos dois.
E ela finalmente entendeu por que a língua de Lucas era tão afiada para a batalha.
Essas duas figuras foram brigando do restaurante até o shopping.
Júlia levantou as mãos se rendendo: — Tudo bem, tudo bem, não consigo ser juíza de família de vocês dois, deem uma trégua.
Eles estavam se aproximando da marca de joias da qual Júlia era a garota-propaganda.
Júlia tentou acalmar: — Escolha, eu compro para você.

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