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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 147

A expressão de Sérgio se fechou ligeiramente.

— Alô.

Clarice ouviu o ruído da estrada e perguntou suavemente: — Sérgio, você está dirigindo?

Sérgio não explicou: — Diga.

Clarice pareceu hesitar por um instante: — Eu... tenho uma coisa que quero te falar, você pode vir até aqui?

Sérgio sentia que devia algo a Clarice.

Mas agora, ele olhou para o relógio: — Hoje não é um bom dia, eu tenho compromisso.

Clarice não desistiu: — Que compromisso, tem a ver com... a Júlia?

Sérgio respondeu com um som abafado de 'hum'.

Inesperadamente, a voz ao telefone mudou de tom de repente.

— Sérgio, o que eu faço? Nesses últimos dias eu tenho me sentido mal, o que devia descer... não desceu, você pode me acompanhar ao hospital? Eu tô com tanto medo.

A voz de Clarice era fina e fraca.

Se não prestasse atenção, não dava para ouvir o que ela dizia.

Apenas o medo e o tremor na voz se amplificavam infinitamente.

Fazendo com que parecesse digna de pena.

Como se não tivesse mais a quem pedir ajuda, apenas Sérgio em quem se apoiar.

Sérgio, por outro lado, foi pego de surpresa pelo que as palavras dela insinuavam.

As palavras fracas de Clarice, como um zumbido de mosquito, pareceram ser marcadas a ferro no tímpano dele; cada palavra carregava uma temperatura ardente e contornos afiados.

Cortando os ouvidos, fazendo a respiração parar involuntariamente.

— O que você disse?

Clarice disse de forma patética: — Sérgio, eu acho que estou grávida, me desculpe.

Sérgio virou o volante e freou o carro bruscamente no acostamento.

Se aquela frase foi como um trovão, os últimos "me desculpe" foram como uma densa pancada de chuva.

Eles chegaram um pouco atrasados, caíram em seu coração e trouxeram um remorso e uma culpa intermináveis.

A pessoa que cometeu o erro foi ele.

Mas a garota que foi violada era quem estava pedindo desculpas.

Clarice ainda soluçava 'buáá', dizendo que não queria mais viver e coisas do tipo.

As têmporas de Sérgio latejavam, e ele imediatamente virou o carro na direção oposta.

— Não faça besteiras, espere em casa por mim.

Do outro lado, o avião de Júlia já havia aterrissado.

Ela foi pegar a bagagem na esteira e, durante esse tempo, ligou para Sérgio.

Ocupado.

No fim das contas, quem ficou esperando e passou vergonha foi ela de novo.

Mas Júlia agora não tinha sequer a decepção da tristeza.

— Júlia, olha para cá, Júlia!

— Ahhh, Júlia, me dá um autógrafo?

Júlia realmente estava um pouco assustada.

Ela não tinha medo de estar em apuros, afinal, andando devagar, sempre conseguiria sair.

O que a preocupava era que houvesse um tumulto com pisoteamento e alguém se machucasse.

Júlia sabia que não podia esperar mais, colocou os óculos escuros e saiu.

A multidão enlouqueceu.

Algumas pessoas se espremeram para puxar sua mão.

Não se sabe quem derrubou um copo no chão, e o líquido gelado espirrou nos calcanhares dela.

Júlia desviou por instinto, recuando constantemente, quase batendo na parede fria.

Seu chapéu e seus óculos caíram.

O cabelo comprido se bagunçou, e alguns fios foram puxados.

Até que alguém gritou: — Parem de empurrar, a Júlia caiu!

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