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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 150

Os resultados saíram rapidamente, Clarice estava quase confirmada como grávida.

Sérgio segurava o relatório com firmeza, ficando sem palavras por um longo tempo.

Clarice observava a expressão dele com a visão periférica, e ao ver que ele não estava feliz, sentiu o coração afundar.

Havia uma tristeza e amargura indescritíveis em seu peito.

Eles se conheciam desde pequenos, cresceram juntos, e no final ela havia maquinado tudo para engravidar.

Mas o homem que ela gostava parecia indiferente.

Ou melhor, a culpa superava a alegria.

— Sérgio, você... eu volto para fazer o teste daqui a três dias, talvez... seja um falso positivo.

Ela falou isso com enorme dificuldade.

Sérgio pareceu notar que a sua atitude estava um pouco dura, e colocou o relatório no bolso: — Está bem, vá para casa e durma bem.

— E daqui a três dias você ainda vai vir comigo?

Sérgio sentia que não podia fugir daquela responsabilidade.

Nos dias que se seguiram, Sérgio passava quase o tempo todo entre a empresa e o hospital, e como a mansão antiga ficava longe, não voltou para lá.

Júlia também não o procurou por iniciativa própria.

O incidente do aeroporto foi como uma pedra lançada num lago congelado.

Atravessou a superfície de gelo, espalhou a água e sumiu sem deixar rasto.

Mas deixou para trás uma cicatriz feia.

Júlia arrancou mais algumas folhas do calendário que simbolizava a contagem decrescente para o divórcio.

Foi de vinte e três para dezesseis.

Como as imagens do aeroporto foram tão bem recebidas, a popularidade da tag de Júlia e Lucas disparou.

O número de membros no fórum dedicado ao casal ultrapassou rapidamente as dez mil pessoas.

[Ehehehe, ohohoho, da sala de aula para o romance, isso é lindo demais.]

[Nossa mãe, a hora que ele botou o boné nela, quem se identifica comigo?]

[Eu entendo, eu entendo, aquele chapéu fincou direto no meu coração.]

[Tem gente que bota chapéu pra fugir do sol, eu boto pra esconder que te amo.]

[Aaaaah comentários cafonas de novo não, que vergonha alheia.]

[Todo mundo ligado neles, e eu só prestando atenção na raposinha no boné, kawaii.]

Mas não sabiam que a pessoa mais desesperada, naquele exato momento, era Tiago Cavalcante.

Ele estava cheio de arrependimentos.

Se soubesse que aquele marido imprestável não faria nada, ele teria ido para o aeroporto.

Furioso, Tiago encomendou todo o tipo de flores e as enviava para Júlia todos os dias.

Três vezes por dia, mais pontual que as refeições.

Júlia não foi à empresa por dois dias, para deixar a fofoca esfriar.

Quando finalmente foi, a mesa inteira estava lotada de flores.

Talvez por nunca ter recebido uma resposta, Tiago estava um pouco apreensivo e, no fim do expediente, resolveu ir pessoalmente.

A princípio ele queria ir devagar.

Mas não dava mais para demorar.

Júlia olhou pasma para o grande buquê de rosas na sua frente.

— Diretor Cavalcante?

Tiago só era especialista em gastar dinheiro, não sabia muito bem mexer com os sentimentos e pareceu levemente constrangido.

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