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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 153

Tiago demorou um instante para processar o que ele queria dizer.

Ele havia se esquecido completamente de que Júlia e Sérgio não tinham, em tese, ligação alguma.

Ele apenas descarregou toda a frustração e raiva acumuladas na pessoa que havia sido agressiva primeiro.

— Me solta! Que merda você está dizendo? Acha que todo mundo é sujo que nem você, que casou, mas vive de flerte com a Clarice Cardoso?!

Sérgio riu, enfurecido.

Ele sabia que não era o tipo de homem dado a aventuras.

No meio daquele grupo de amigos, era um dos raros que mantinha a própria reputação impecável.

Além disso, antes de conhecer Júlia, o próprio Tiago vivia dizendo que, para pessoas como eles, casamentos por conveniência eram a coisa mais normal do mundo.

Mas agora, tudo havia mudado.

Os punhos de Sérgio coçavam; só pelo fato de Tiago cobiçar a sua esposa, ele já merecia uma boa surra.

Mas, pensando bem, por que ele perderia tempo discutindo com um bêbado?

— Esquece.

Sérgio suspirou, decidido a pagar a conta e ir embora.

Tiago, no entanto, levantou-se cambaleando e abriu a porta do camarote:

— Eu que chamei, eu que pago.

Ele deu um passo para fora e, de repente, congelou.

— Eu... eu não estou vendo coisas, né?

Tiago esfregou os olhos:

— Júlia, o que você faz aqui?

Júlia também não esperava tamanha coincidência.

Ela havia recebido uma mensagem de última hora para se encontrar com um amigo produtor.

Movido pelo álcool e ignorando completamente onde estavam, Tiago agarrou o pulso de Júlia, perguntando com a voz arrastada:

— Você se arrependeu e quer me aceitar?

A simples menção àquilo deixou Júlia constrangida.

Tiago não estava fazendo de propósito, só estava incrivelmente bêbado.

Ele não soltava Júlia de jeito nenhum, bloqueando a passagem no corredor.

Algumas pessoas que passavam por ali reconheceram Júlia e não paravam de olhar.

Tiago continuava dizendo coisas que poderiam gerar mal-entendidos.

A porta do camarote se abriu novamente, e Sérgio puxou Tiago:

— Volta para cá, não vê onde estamos?

E então, subitamente, deu um soco em Sérgio.

Sérgio não deixou barato e revidou.

Júlia não pensou duas vezes; fechou a porta e correu para separar a briga.

Mas como ela poderia separar dois homens adultos e completamente bêbados?

Sérgio e Tiago se debatiam feito dois gafanhotos num caldeirão fervente.

Num instante estavam sobre a mesa, derrubando garrafas de bebida pelo chão.

Quando Júlia se aproximou, os dois já haviam rolado para o sofá.

As mesas e cadeiras ao redor caíram.

Os xingamentos se misturavam aos sons dos golpes; era uma cena absurdamente patética.

Como figura pública, Júlia não podia sair correndo para pedir ajuda, caso contrário, estaria nas manchetes do dia seguinte.

Em desespero, encheu dois copos com água.

E jogou na cara de cada um deles.

Ela gritou, furiosa:

— Já chega dessa palhaçada!

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