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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 159

Ao voltar para o quarto, Sérgio a instruiu:

— Não se preocupe mais com o que vai acontecer depois. Se Alberto te ligar de novo, não atenda e nem se encontre com ele. Nos próximos dias, vá para o trabalho no meu carro.

Claro que o ideal seria que ela nem saísse de casa.

Júlia assentiu e empurrou a porta do quarto de hóspedes.

Sérgio acrescentou:

— Nos próximos dias, durma no quarto principal.

Era um tom puramente autoritário.

O primeiro instinto de Júlia foi franzir a testa.

Sérgio justificou:

— A posição do quarto principal é diferente, isso evita que Alberto tente alguma outra loucura.

Júlia retrucou:

— Eu posso voltar para o meu apartamento.

Sérgio simplesmente não conseguia entender por que ela estava fazendo birra.

— Uma mulher morando sozinha num momento desses, tem certeza? Ou você se muda de volta para a mansão comigo. Você escolhe.

Na verdade, ele queria perguntar por que afinal Júlia havia se mudado da mansão.

Nos últimos três anos, ela parecia viver muito bem lá.

Porém, muitas coisas já tinham acontecido naquele dia, então ele se segurou.

Júlia pegou apenas um conjunto de pijama e o cabo do carregador do celular.

Assim que se sentou na cama, ela viu Sérgio ali, parado feito uma estátua.

Suas duas mãos estavam machucadas, embora a direita estivesse bem pior.

Ele havia bebido a noite inteira e sua camisa ainda tinha manchas de sangue.

Agora, ele só queria tomar um banho.

Júlia também percebeu a situação.

— Eu... te ajudo?

Sérgio franziu as sobrancelhas:

— Tem outra opção?

Ele a encarou com desagrado, parecendo um grande leopardo que teve a pata acidentalmente esmagada e ainda foi abandonado.

Júlia sentiu uma pontada de culpa.

Sem outra saída, ela entrou no banheiro em silêncio, abriu a torneira e colocou o xampu e o sabonete líquido perto da banheira.

Quando se virou, Sérgio já estava despido.

Ela sabia que o grande Diretor Santana era o tipo de homem que parecia magro com roupas, mas revelava músculos bem definidos sem elas. Mesmo assim, sofreu um pequeno choque.

Júlia rapidamente puxou uma toalha e a enrolou na cintura dele, como se estivesse tentando cobrir algo escandaloso.

E prendeu a toalha usando um pequeno grampo de cabelo com pedrinhas de diamante que tirou dos próprios fios.

— Pfft...

Júlia não conseguiu se conter.

Sérgio pronunciou cada sílaba pausadamente:

— Júlia... Guedes!

Júlia quase ficou sem ar de tanto rir.

Ela arrastou uma cadeira e se sentou atrás de Sérgio.

E começou a esfregar impiedosamente o cabelo precioso dele.

Aquilo a fez lembrar de um gato preto que Patrícia Prado tivera no passado.

O gato odiava água. Sempre que tomava banho, fechava a cara e fuzilava a dona com seus olhos verdes.

Para aliviar o constrangimento, Júlia imaginou que estava simplesmente dando banho num felino enorme.

Em seguida, massageou os ombros dele e lavou seu abdômen definido.

Aos poucos, Sérgio ficou completamente mudo.

Sua respiração começou a ficar cada vez mais alterada.

De repente, uma mão escaldante segurou o pulso de Júlia.

Júlia olhou para baixo e arregalou os olhos.

O grampinho de flor...

Tinha levantado voo.

Com o rosto rígido, Sérgio forçou as palavras:

— Não toque onde não deve.

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