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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 192

O braço ardeu levemente.

O médico estava prestes a aplicar a anestesia, quando Júlia abriu os olhos abruptamente.

— Espere.

Júlia estava com o rosto pálido e parecia um tanto em pânico.

Pensando que ela estava com medo, o médico consolou-a suavemente:

— Não se preocupe. Assim que a anestesia fizer efeito, você não sentirá mais dor.

Ela sentou-se, com o coração em turbilhão.

Não sabia se era por ter pensado demais na criança nos últimos dois dias.

Júlia quase conseguia ouvir o choro do bebê.

Naquele instante, ela sentiu com uma clareza absoluta.

O bebê no seu ventre não era uma semente, nem um objeto; era uma pequena vida.

Júlia desceu da cama hospitalar num salto.

— Desculpe, doutor. Fui precipitada demais quando tomei essa decisão.

O médico e os assistentes entreolharam-se.

Na verdade, aquela situação não era incomum.

Os jovens de hoje em dia gostavam de casar e ter filhos de supetão; ou não tinham nenhum, ou os tinham cedo demais.

Muitos não refletiam bem antes de tomar uma decisão.

— Nesse caso, volte para casa e pense melhor.

O médico guardou os equipamentos, aliviado.

Embora realizar cirurgias nos pacientes fosse a sua vocação, quem não desejaria que uma criança saudável nascesse bem?

— Lembre-se: se ainda quiser fazer a cirurgia, tome a decisão antes das sete semanas.

Júlia assentiu, atônita, e até mesmo a sua velocidade ao se vestir aumentou.

Patrícia mal havia se sentado quando viu as portas do centro cirúrgico se abrirem novamente.

— Patrícia, vamos... voltar primeiro.

O médico tirou a máscara e instruiu:

— Continue tomando os medicamentos para segurar a gestação. Só pare quando não houver mais dores abdominais e o sangramento cessar completamente.

Em seguida, havia uma série de exames.

Patrícia conduziu Júlia para fora.

Havia muita gente no elevador e, como não queriam se apertar, decidiram descer pelas escadas, já que estavam apenas no segundo andar.

E até entrou em pânico.

Clarice relembrou aquele dia; ela havia planejado tudo perfeitamente, mas acabou sendo violada por aquele desgraçado do Guan.

Enquanto isso, Júlia agira como uma ladra.

Não só ela tinha dormido com Sérgio, como ainda tinha engravidado?

Como poderia existir tanta sorte no mundo!

— Como isso foi... como é possível?

Ela murmurou para si mesma, atirando subitamente a tigela de porcelana com frutas no chão.

— Aquela vagabunda da Júlia, como ela tem tanta sorte! Ela ousa engravidar, com que direito ousa engravidar!

Marlene a tranquilizou:

— Calma, é só uma gravidez. Ela e o Sérgio são casados há tantos anos, é perfeitamente normal.

— Nem me fale que o bebê ainda é do tamanho de uma ervilha. Mesmo que já estivesse chorando, a mamãe daria um jeito de separá-los.

— Além disso, você também não está esperando um filho do Sérgio? Da última vez, a mamãe pediu a um especialista em medicina tradicional que tomasse o seu pulso, e é um menino. O que ela vai ter, ninguém sabe.

— Entre um filho homem legítimo e uma garota qualquer, nem preciso dizer qual é mais valioso. Quando chegar a hora, até a velha senhora vai te tratar com mais respeito.

Marlene não parava de repetir "o filho do Sérgio" e "legítimo".

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