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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 244

Júlia se sentiu triste e, ao mesmo tempo, com vontade de rir pela carinha séria de Dora.

Dora abraçou Júlia.

— Não fica triste, mamãe. A Dora... a Dora vai acender muitas velas para o papai.

A mente de Júlia visualizou a imagem de uma adulta e uma criança queimando incenso no túmulo.

Ela puxou o ar entre os dentes.

— Dora, o papai não morreu, ele está vivo.

— E por que a mamãe não tá junto com o papai? É porque o papai é muito pobre e não consegue sustentar a Dora?

Não importava o quão ruim fosse a relação entre Júlia e Sérgio, ela nunca havia dito meia palavra sobre ele na frente da filha.

Ao ouvir essa pergunta, ela não falou mal de Sérgio.

Embora ele fosse rico, quando se tratava de sentimentos, ele podia ser considerado pobre a ponto de precisar de auxílio.

Júlia pensou um pouco e explicou de um jeito que Dora pudesse entender:

— Você pode dizer que sim, é porque o papai trabalha muito na empresa, ele não tem tempo para cuidar da mamãe e da Dora.

— Ah, coitadinho do papai, né?

Júlia acariciou o redemoinho no cabelo de Dora.

Ela se sentia muito culpada por não ter conseguido que a filha crescesse em uma família completa.

Não querendo que Dora pensasse muito no pai, Júlia perguntou:

— Que tal a mamãe te levar para passear no fim de semana?

Dora bateu palmas no mesmo instante.

— Eu quero ver papéis coloridos.

Júlia sorriu.

Não sabia de quem Dora puxara isso, mas parecia ter muito talento artístico.

Desde pequena gostava de ouvir piano, e até o nome dela era Dora, pelas notas musicais.

Os papéis coloridos, na verdade, eram uma exposição de arte.

Júlia deixou Dora se adaptar por uma semana à creche nacional.

No sábado seguinte, levou-a a uma Exposição de Arte Contemporânea.

A exposição de arte contemporânea era mais interessante que uma exposição de quadros. Havia tochas com formatos esquisitos, asas de borboleta feitas metade de bordado e metade de metal, e um panda gigante feito de garrafas plásticas recicladas.

Júlia estava usando o celular para tirar fotos de Dora.

De repente, ouviu uma criança gritar bem alto:

— Que coisa mais feia! O que tem de bom aqui? Mamãe, eu quero ir para casa jogar videogame!

A exposição de arte contemporânea era semiprivada, e Júlia havia conseguido um convite a muito custo através de alguém do meio.

Ela pensava que os visitantes teriam um nível cultural alto, não esperava por aquilo.

— Ah... é o menino chato.

Júlia perguntou à filha:

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