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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 246

Algumas fotos que pareciam ser de Júlia, além de palpites de outras pessoas sobre voos e itinerários.

Sérgio clicou, ampliou a imagem, suas mãos tremiam levemente.

Na foto, a mulher estava com o lindo cabelo cacheado preso em um coque baixo, usando um boné, exalando muita elegância.

Mesmo não estando muito nítida, Sérgio a reconheceu no primeiro instante: era Júlia.

Era a sua Júlia.

Ela parecia ter emagrecido, mas continuava muito bonita.

Quando Sérgio se infiltrou no grupo de fãs, ele achou que conseguiria ouvir a voz de Júlia, já que o Éder lhe dissera que algumas celebridades interagiam com os fãs.

Mas quem diria: por longos três anos.

Ele não vira Júlia uma única vez.

Não tinha ouvido uma única notícia sobre ela.

Muito menos ouvido a voz dela.

Só de pensar nisso, os olhos de Sérgio ficaram um pouco vermelhos.

Logo, alguns fãs apareceram para desmentir.

[Acho que isso não é verdade. Olhem a foto, parece ser um aeroporto do exterior.]

[É verdade, o estúdio não publicou nada pra confirmar, isso significa que ela ainda está fora.]

O coração de Sérgio disparava e despencava, como num bungee jump.

— Éder.

— Não, esquece.

Sérgio decidiu ir ele mesmo esperar na frente do prédio do apartamento de Júlia.

No passado, quando Júlia morava ali, ele só tinha ido uma vez.

Agora, ele conhecia o layout do condomínio, o parque logo abaixo, e até mesmo os cachorros dos vizinhos como a palma da mão.

Em todos os dias seguintes, assim que saía do trabalho, Sérgio corria para o parque do condomínio.

Sua expectativa era como uma lâmpada acesa na chuva, tremeluzindo ao vento.

As luzes do apartamento de Júlia permaneciam apagadas.

Ele ligou a tela do celular.

Sérgio localizou um número muito familiar.

Era o número que ele havia ignorado inúmeras vezes no passado.

O número de Júlia.

Agora ele sabia aquilo de trás para frente.

E ainda havia salvo o contato como "esposa".

Sérgio, nos dias e noites que ninguém sabia, ligou repetidas vezes.

O telefone já constava como inexistente há muito tempo.

Não havia mais ninguém para esperar, ninguém para atender.

Sérgio acendeu um cigarro, perdido em pensamentos.

Especialmente meninas.

Então assentiu, contido.

— Entendi.

Por coincidência, Dora vestia um macacãozinho que tinha um bolso na barriga.

De um azul claro, parecia incontáveis números menor do que roupas de adulto.

Muito fofo e adorável.

— Do bolso do Doraemon, pra você!

Sérgio não entendeu nada do que ela ia fazer.

Até que Dora puxou as grandes mãos dele.

— Bala de uva. A mamãe diz que se a gente ficar triste, vira um velhinho.

Sérgio percebeu que ela adorava repetir algumas palavras, e sorriu compreensivo.

De quem seria aquela criança?

Como era tão fofa?

E olhando bem de perto, parecia ter traços muito familiares.

Sérgio, no início, estava um pouco deprimido.

Mas agora ficou curioso:

— Por que você disse que eu estou triste?

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