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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 247

— Por causa daqui!

Dora usou o dedinho indicador branquinho e pequenino para cutucar entre as sobrancelhas de Sérgio.

— O moço está com a testa toda franzida.

Ah.

Sérgio percebeu que a menininha o tinha visto franzindo o cenho.

— Obrigado, Dora.

Ele disse.

Desta vez, ao contrário de ter recusado o algodão-doce na última, Sérgio não rejeitou a oferta de Dora; ele aceitou a bala roxa de uva.

Ao ver isso, Dora ficou toda orgulhosa.

Ela empinou o bumbumzinho e sentou-se no balanço ao lado de Sérgio.

A aula tinha acabado, mas ela ainda não queria ir para casa!

Tati viu aquilo de lado, mas não a impedida.

Quando moravam fora, Dora era a líder das crianças.

Conhecia todas as crianças e adultos que moravam perto da casa delas.

Fosse gente, cachorro ou gato, não havia quem não gostasse dela.

De qualquer forma, Tati não foi muito longe, sentou-se a poucos metros dali, apenas observando.

— Por que o moço tá triste?

Naquele dia, Sérgio não estava de bom humor mesmo.

Normalmente, ele não era do tipo que dividia suas aflições com os outros.

Mas talvez a menininha fosse adorável demais, e a bondade que emanava dela fosse tão direta.

Ou talvez porque era apenas uma criança estranha.

Alguém que não conseguiria entender os pensamentos confusos dos adultos, nem sairia espalhando boatos por aí.

Então, era muito "seguro".

Sérgio respondeu:

— Porque eu não consegui ver a pessoa que eu gosto.

Dora colocou as duas mãozinhas na boca e soltou um "ah".

— Moço, você ainda não encontrou o beijinho?

Sérgio ficou pasmo por um segundo, até entender que a menininha não sabia o que era casamento, e achava que "beijinho" era a palavra para quem a gente gosta.

— Eu já fui casado.

— Só que... sem querer, acabei a perdendo.

Dora perguntou, curiosa:

— Você não pode procurar?

Dora era otimista, às vezes um pouco desatenta.

Uma vez, ela perdeu um cachorrinho de brinquedo de que gostava muito.

Sérgio apertou os lábios.

Ele ouviu Dora resmungar baixinho.

— A mamãe já não sente mais saudade do papai, mas o moço ainda sente saudade.

Sérgio sentiu um impacto certeiro no coração, puxando o ar de forma aguda.

Enquanto conversava com Dora, ele viu que Tati tinha olhado para o relógio várias vezes.

Por isso, não quis tomar mais do tempo das duas.

Nesse momento, o celular de Tati tocou.

Ela atendeu.

— Alô, Sra. Júlia, acabei de sair da aula de piano com a Dora.

— Aham, ela tá brincando aqui no parque agora, a gente já tá indo de volta.

O cérebro de Sérgio, ao ouvir o nome "Júlia", entrou em curto-circuito instantaneamente.

Como um processador sobrecarregado.

Simplesmente travou e esquentou.

O coração dele começou a bater violentamente.

E, sem pensar duas vezes.

Ele subitamente correu, de olhos vermelhos, arrancou o celular das mãos de Tati e o colocou no ouvido.

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