Entrar Via

Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 262

Ao ouvir Sérgio responder, seu coração sofreu um baque.

Instintivamente, ela apertou Dora com mais força, enquanto um brilho de pânico e raiva atravessava seus olhos.

Júlia advertiu:

— Sérgio Santana, não fale besteiras.

Sérgio estendeu os braços:

— O médico precisa fazer o exame físico básico na Dora, deixa que eu seguro um pouco, ela está pesada.

O olhar de Júlia estava cheio de escrutínio.

Aquele 'o pai está aqui' de agora não a deixava nada tranquila.

Sérgio com certeza já desconfiava da identidade da criança.

A enfermeira apressou:

— Vamos logo, não estão com pressa? A criança está doente!

Júlia soltou a filha, observando Sérgio levá-la nos braços até lá.

Ela conferiu a hora.

Passava das onze da noite; na Europa, seriam quatro da tarde.

Júlia ligou para o seu médico no exterior e pediu especificamente que não revelasse nenhuma informação sobre a criança.

Claro, era uma obrigação profissional, mas nunca se sabia dos métodos de Sérgio.

O médico garantiu que prestaria atenção especial a rostos asiáticos.

O sofrimento pelo qual Júlia passou durante o parto tinha sido presenciado pelo próprio médico, que também sabia que o ex-marido dela não era boa pessoa.

Ele prometeu que ajudaria a encobrir, caso fosse necessário.

A enfermeira anunciou:

— Coração e pulmões normais, amígdalas levemente inflamadas. Ainda precisaremos fazer um exame de rotina. Estão vendo? Na esquina tem um bebedouro, podem pegar um pouco de água para a criança.

Júlia foi de propósito pegar água, mas na verdade ficou atenta a tudo o que acontecia daquele lado.

Ela viu Sérgio arrancar alguns fios de cabelo da Dora e guardá-los no paletó.

Como esperado.

Ele era mesmo uma assombração insistente.

Dora, que estava dormindo, só despertou por alguns momentos durante o exame.

Agora, vendo-se nos braços de Sérgio, endireitou o corpo de repente.

Com o corpinho mole e se debatendo, sua cabecinha pendeu, visivelmente contrariada.

A menina não era de chorar, mas o desconforto da doença pesava.

Com os lábios trêmulos, fez aquela carinha de quem ia abrir o berreiro a qualquer momento.

Chegando perto de casa, o celular de Sérgio não parava de tocar.

Júlia acabou vendo sem querer; era Clarice de novo.

Tantos anos tinham se passado e os truques dela não haviam mudado em nada.

Sérgio rejeitou a chamada algumas vezes e, por fim, tirou o celular do suporte, colocou no silencioso e o deixou virado para baixo no banco de couro.

Só depois de ver Júlia subindo as escadas com Dora nos braços, ele soltou um suspiro de alívio.

Mais uma ligação.

— A essa hora, o que foi?

A voz de Clarice soou dengosa e chorosa:

— Sérgio.

Ele já estava tão acostumado com essa abertura que beirava a irritação.

Quando era pequena, fazia sentido que a garota corresse atrás dele.

Mas agora ela era uma adulta.

Na época em que Bernardo nasceu, os dois já tinham combinado de só se encontrarem quando fosse estritamente necessário.

— Sérgio, com quem você está agora? Estou te atrapalhando?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!