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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 267

— Professora.

Sérgio interrompeu suavemente.

Com o terno impecavelmente alinhado, mãos no bolso.

Em pé ali, mais alto que o portal, a aura dele era avassaladora.

— Eu posso ter uma palavra em particular com esta... mãe?

O sinal da escola tinha acabado de bater, e a professora precisava ir dar aula.

Dora acompanhou a professora.

Bernardo também tentou escapar nas pontas dos pés.

Foi pregado no lugar por uma única frase de Sérgio:

— Fique de castigo na porta.

Bernardo encarou Dora com um olhar ressentido.

Quando todos já tinham saído, Sérgio desabotoou o paletó.

Ele se sentou no sofá, cruzando as pernas.

— O Bernardo não tem limite, e sobre o pedido de desculpas que você falou agora, eu aceito tudo. As despesas médicas da Dora também ficarão por minha conta, e, se você quiser, eu posso dar até mesmo um bom valor em compensação.

Ele pausou e, quando voltou a falar, seu tom não admitia contestação.

— Mas transferência não. Júlia, você deve saber, eu não desejo o mal nem a Dora, nem a você. Posso até dizer que estou fazendo isso tudo por...

Júlia soltou uma risada.

— Você não tem medo de vomitar quando diz esse tipo de coisa?

Ela tinha ido até lá para resolver a situação da filha, não para ficar escutando Sérgio jogar conversa fora.

No entanto, Sérgio não pretendia colaborar.

A essa altura, ele já estava desenvolvendo certa imunidade às palavras agressivas de Júlia.

— Júlia, por que não podemos sentar e ter uma conversa civilizada?

— Três anos atrás eu já tinha dito a você, tudo o que você quiser eu te dou. Você quer a nossa relação pública? Quer ter filhos? Quer dinheiro? Eu posso te dar, eu até te prometo que serei fiel de corpo e alma.

— A Clarice nunca mais aparecerá na nossa vida de novo.

— Mas depois de voltar, você não me dá a menor chance sequer para conversar, isso não é justo.

Ao ver o sorriso frio e carregado de sarcasmo no rosto de Júlia, Sérgio sentiu um mal-estar.

— É isso mesmo, lá fora existem várias cidades. Mas eu não quero que a Dora seja vítima de preconceito por ter os traços de uma pessoa asiática. Eu tenho culpa por voltar ao meu país?

— Eu não quis jogar fora a carreira pela qual batalhei, a minha parte na empresa. Eu não quero abandonar a Cidade N, que é onde se concentra uma infinidade de oportunidades de filmes e de produtoras. O erro é meu?

— Eu não quis me desfazer daquele apartamento que escolhi com tanto cuidado, que reformei minuciosamente, e que tem uma localização tão boa. É crime?

— Eu quero dar a melhor base educacional para minha filha na cidade com mais recursos do país. Qual o problema nisso?

Júlia disparou as perguntas em série, rasgando qualquer vestígio de diplomacia.

Sua voz ia aumentando de volume progressivamente.

— Sérgio Santana, acho que você se valoriza demais.

Ao escutar, Sérgio ficou com o rosto pálido.

O celular vibrou em seu bolso. Ele o pegou para checar.

Era Éder.

Parecia que ele tinha encontrado a sua salvação.

Sérgio exibiu a tela para Júlia.

— E a Dora? Ela é minha filha, eu sei que é.

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