Dora tinha acabado de abrir os olhos quando viu Júlia se debatendo.
Sua voz ainda estava um pouco fraca, mas o seu tom era extremamente firme.
— Por que você está sempre incomodando a minha mãe?
A expressão de Sérgio paralisou.
Ele a soltou quase que instantaneamente.
Foi tão difícil para ele mudar de expressão que o seu sorriso saiu distorcido.
— Dora, ainda está se sentindo mal?
As manchas de Dora tinham diminuído e o seu rosto, antes vermelho, estava ficando pálido.
Ela virou o rosto risonho para o outro lado, fazendo bico.
Expressava, com todo o seu corpinho, que jamais se renderia às forças do mal.
Os dois permaneceram no hospital, sem fazer a menor ideia de que, lá fora, o mundo estava um caos.
O vídeo de Júlia na rua, com o seu vestido de gala procurando pela criança, foi gravado e parar na internet.
[Capturei uma Júlia selvagem. Por falar nisso, ela não tinha um evento de tapete vermelho hoje? Ela estava na transmissão ao vivo agora há pouco, como foi que a encontraram por acaso lá fora?]
[Ah, meu Deus, quem postou isso acima teve muita sorte. Em que parte da Cidade N é isso? Me passa o endereço, eu também quero encontrar por acaso.]
[Fica na Avenida das Orquídeas, perto de onde ficam aquelas empresas de tecnologia.]
[Pera aí, se bem me lembro, a sede da Oceano fica na Avenida das Orquídeas, né? Será uma coincidência? Algum colega que trabalha por perto tem mais informações?]
[Pessoal, podem até não acreditar no que eu vou dizer, mas a Júlia não estava passeando pela rua hoje, e sim procurando uma criança.]
[????]
[Procurando que criança? A criança de quem?]

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