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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 309

— Não vou deixar você falar mal da minha mamãe, a minha mamãe é a melhor de todas, ela não é pão-dura, eu amo a minha mamãe! — exclamou Dora, que já havia se soltado de Dona Eunice, erguendo o queixo para Simone Santana.

Júlia já caminhava a passos largos em direção à filha.

— Olha só a Júlia, ensinou a filha a ficar tão mal-educada — ironizou Simone Santana, enquanto soltava um "Vejam só".

Ela a empurrou de lado de uma vez.

— Mamãe... — murmurou Dora, com as lágrimas já girando nos olhos.

O coração de Júlia ardia de raiva, ela lançou um olhar para Dona Eunice, pedindo para que levasse Dora para procurar a bisavó.

Só depois que a criança saiu, ela soltou uma risada fria.

— Achei que alguém estivesse me ajudando a educar a minha filha.

— Mas vejo que é a Tia Simone, a pessoa que melhor sabe educar crianças.

— Ainda me lembro muito bem do caso de Osvaldo, que teve o noivado desfeito porque não tinha o menor pingo de educação. A Tia Simone não foi para casa refletir sobre isso? — perguntou ela.

O rosto de Simone Santana alternou entre verde e branco.

— Júlia, de quem você está dizendo que não tem educação?!

— Quem propositalmente mandou o cozinheiro embora só para arranjar confusão e depois, por não ter carne para comer, ficou chamando pela mamãe na mesa de jantar, é exatamente sobre essa pessoa que estou falando — respondeu Júlia.

— Você! Você... muito bem.

Tia Beatriz, vendo a situação, começou a puxar Simone Santana para trás.

— A sua filha é quem fica chamando pela mãe por qualquer coisa! — exclamou Simone Santana indignada.

— A minha filha tem três anos. Por acaso, quantos anos o Osvaldo tem? — rebateu Júlia, erguendo as sobrancelhas.

Os olhos de Simone Santana ficaram vermelhos ao ouvir isso.

Ela começou a bater no peito e bater os pés de frustração.

Com a ponta dos dedos tremendo.

— Tia Beatriz, sugiro que você também vá para casa, com a educação que a Tia Simone tem, se ela tiver Parkinson, é capaz de colocar a culpa em você — advertiu Júlia, lançando-lhe um olhar cortante.

Tia Beatriz soltou-a instintivamente.

Simone Santana, que estava encenando empolgada, não esperava perder o equilíbrio e caiu de bunda no chão.

Júlia já estava indo embora com o som dos seus saltos altos.

Assim que essas palavras foram ditas, as expressões das outras pessoas mudaram.

Por consideração ao prestígio de Sérgio, eles não se atreveram a dizer nada sobre Dora, mas os olhares dirigidos a Júlia carregavam pena.

Como se dissessem: Essa criança, criada pela mãe desde pequena, acabou estragada.

— Dora, você não pode falar de maneira tão mal-educada, está bem? — Sérgio massageou o centro das sobrancelhas e corrigiu a criança gentilmente.

Embora Dora fosse esperta, era muito nova e, naquele momento, não conseguia se expressar direito.

Júlia achou cômica a falta de vergonha na cara de Simone Santana.

Sem continuar discutindo, simplesmente pegou o celular, aumentou o volume da gravação no máximo.

A conversa no jardim foi nitidamente reproduzida para todos ouvirem.

Sérgio, Dona Helena Santana e os executivos presentes ouviram tudo com absoluta clareza.

O tom arrogante de Simone Santana ecoou primeiro, soltando uns "Ai meu Deus" sem nenhuma classe.

— Que roupas baratas são essas... Não é como o nosso Bernardo...

— A mamãe é pão-dura, nós não gostamos dela...

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