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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 310

Após o fim da gravação, o silêncio fúnebre desabou e engoliu o clima. As expressões dos presentes metamorfosearam em vislumbres tenebrosos e desfigurados.

Em particular os olhos estalados miravam a patética figura de Simone. Os focos queimavam as entranhas da coitada, ridicularizada feito um bobo da corte cruel e difamador.

Os lábios de Júlia já se rasgavam, o contra-ataque pronto na ponta da língua... mas uma interrupção inesperada a pegou desprevenida; a mão pesada do marido traçara a rota pelo dorso da idosa sentada à frente e aprisionara o pulso dela a contragosto.

— Júlia, não se rebaixe por causa desse tipo de pessoa.

Um rosnado rasante preencheu a lacuna entre o ranger de dentes, enquanto a tigela colidia no assoalho da mesa em comunhão ao chamado frio:

— Éder!

— Remova imediatamente o Tio Paulo e Osvaldo Santana de seus cargos nas filiais. Quero ver o anúncio da mudança na diretoria em uma hora.

Palavras ao vento eram muito menos eficazes do que cortes reais nos interesses financeiros.

O rosto de Simone ficou pálido.

— Sérgio, o que está fazendo? Seu tio Paulo passou a vida toda na empresa. Nem mesmo o seu avô, por mais autoritário que fosse, tomou uma atitude dessas!

Sua voz tremia. Após falar, olhou para os diretores ao redor.

Ninguém deu uma palavra.

Simone levantou-se e apontou para Júlia:

— Ela é só uma mulher divorciada de você, a ex-esposa descartada pela família Santana, e você, por causa dessa rejeitada...

*Crack.*

Sérgio esmagou a taça de vinho em sua mão, a expressão sombria.

— A Tia Simone ainda não consegue controlar a própria língua. Éder, a partir de amanhã, inicie os trâmites no departamento jurídico. Vou comprar as ações da terceira família em meu nome.

Dessa vez, Simone finalmente sentiu medo.

Todas as ações.

Isso equivalia a trezentos milhões!

— Não, você não pode fazer isso.

— Eu posso.

Sérgio espanou os cacos de vidro da mão:

— Tio Paulo, quando os acionistas não integralizam seu capital no prazo ou o desviam, podem ser expulsos compulsoriamente. O fato de eu não falar nada não significa que não sei de nada.

— Só propus comprar suas ações para não expor a situação. Claro, podemos resolver isso de outras formas, você é quem sabe.

Paulo Santana não controlou a língua da esposa justamente por guardar ressentimentos da época em que foi rebaixado para uma subsidiária. Mas ele não imaginava que a situação chegaria àquele ponto.

Ele apertou as próprias mãos geladas e forçou um sorriso amarelo.

— Sérgio, somos todos da mesma família, para que agir assim? Eu garanto que não deixarei sua tia falar bobagens de novo.

Paulo olhou para a velha senhora:

— Mãe, diga alguma coisa.

Dona Helena Santana, após ouvir aquela gravação, quase precisou de seus remédios para o coração.

Ela soltou um 'humpf' pesado.

— Já não me meto nos assuntos da empresa há muito tempo.

Sérgio olhou para Éder:

— O que está esperando?

Paulo só pôde fechar os olhos. Um instante depois, lançou um olhar mortal para Simone.

— Além do mais, Tia Simone, Júlia não foi uma esposa descartada no divórcio. Fui eu quem foi dispensado por ela. Se você voltar a aborrecer a Júlia ou a minha filha...

Júlia olhou para Sérgio.

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