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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 335

— O que eu faço? O que eu devo fazer?

Ao ver os assuntos mais comentados na internet, Clarice tremia da cabeça aos pés.

Ela ligou para casa.

— Mãe, eu preciso de dinheiro. Preciso de vinte milhões, e rápido.

Ao ouvir isso, a máscara facial de Marlene até escorregou de seu rosto.

— Para que você precisa de tanto dinheiro?

Essa quantia não seria nada para a família Cardoso de antigamente, mas como Marlene havia drogado Sérgio anteriormente, ofendendo-o, os negócios deles na Cidade N haviam sofrido perdas imensas.

Clarice batia o pé de impaciência:

— Mãe, não faça perguntas! Eu quero o dinheiro, eu preciso de dinheiro, não está me ouvindo?!

Marlene fez um sinal para a gerente da clínica de estética, pedindo que esperasse um momento.

Caminhou até um canto antes de falar:

— Clarinha, você também conhece a situação da nossa família. Desde que eu fui solta, o seu pai questiona tudo. Vinte milhões não é uma quantia pequena, me diga a verdade.

As perguntas insistentes fizeram Clarice explodir.

— Perguntas, perguntas, você só sabe fazer perguntas! Eu preciso contratar relações públicas para abafar os assuntos do momento, preciso fazer com que o Sérgio acredite em mim. Ele com certeza vai acreditar, eu sei que vai.

Ouvindo o murmúrio neurótico da filha, Marlene abriu o celular.

O incidente havia acontecido há apenas uma hora, ela realmente não estava sabendo.

Quando finalmente compreendeu a causa de tudo, prendeu a respiração em choque.

No dia seguinte, Marlene voou para a Cidade N.

— Clarinha, o que está acontecendo com esses comentários na internet?

— Claro que é tudo boato daquelas pessoas!

— Eu vou processá-los, todos os que estão falando bobagens vão parar na delegacia!

De forma inconsciente, as pontas dos dedos de Clarice arranhavam repetidamente o tecido do sofá, variando a força. Ao ser questionada, seu olhar atravessou Marlene como uma lâmina afiada e, logo depois, desviou-se de forma errática, sem a menor transição.

Marlene observava aquilo com o coração aos pulos.

Se fossem apenas boatos, ela não estaria tão nervosa, um nervosismo que beirava a neurose.

— Ainda não vai contar a verdade para a sua mãe?

— Você é minha filha, e o Bernardo é meu neto. Se você me contar, só assim poderei te ajudar.

— Você está me pedindo para desistir?

— Claro que não pode desistir. Você acha que, se contar a verdade agora ao Sérgio, ele vai deixar a nossa família em paz? Já que chegamos a este ponto, é melhor ir até o fim e fazer com que o Sérgio aceite o Bernardo.

Clarice hesitou:

— Como fazer com que ele o aceite? O Sérgio com certeza vai acreditar no que os internautas estão dizendo.

Ela já deveria ter feito o teste de paternidade há muito tempo.

Quando decidiu engravidar de outro homem, Clarice já tinha planejado tudo.

Chegando aos seis meses de gestação, ela poderia dar um jeito de levar Júlia ao hospital para fazer uma amniocentese e, se tivesse sorte, ainda provocaria um aborto em Júlia.

Quem diria que ela simplesmente daria as costas e iria embora?

Depois de voltar ao país, ela cuidava da filha de forma tão rigorosa que Clarice não teve a menor chance. Além disso, as amostras de meninos e meninas eram diferentes.

Marlene balançou a cabeça, achando graça da ingenuidade da filha.

— Se você não consegue pegar o cabelo daquela bastardinha, pode pedir para o Bernardo pegar. Na pior das hipóteses, podemos mandar alguém à creche. Quanto a ser menino ou menina, você nem precisa se preocupar com isso.

— O laudo do teste de paternidade não vai especificar nada. Contanto que tenhamos dinheiro, do que você tem medo?

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