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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 357

— Quem é você? — recuou Clarice Cardoso imediatamente.

Ela virou-se para chamar os seguranças, mas foi agarrada pelo pulso e arrastada às pressas.

— Me solta... me solta! Sabe com quem está falando? Meu filho é filho do dono deste prédio, é o herdeiro de centenas de bilhões!

O homem à sua frente claramente não tinha más intenções.

— É claro que eu sei — assentiu ele após ouvi-la, dando um sorriso amargo.

Ele tirou o boné, mostrando o rosto para Clarice Cardoso com seriedade.

As olheiras estavam escuras e o cabelo raspado à máquina ainda não havia crescido.

Já não restava nada da antiga aparência refinada e intelectual.

— Você é o Juliano?

Juliano agiu como se recebesse um comando militar e bateu continência na hora: — Presente!

Só depois de alguns segundos ele caiu em si.

— Me desculpe, Diretora Cardoso. É a força do hábito.

Clarice Cardoso ainda estava alarmada e desconfiada: — Você não tinha sido preso?

— Sim, eu fui. Peguei seis anos, mas como tive bom comportamento, fui solto agora.

— Diretora Cardoso, eu queria encontrar um emprego agora que saí, mas, por causa da minha ficha criminal, muitas empresas não me aceitam. A senhora poderia me ajudar?

Ao ouvir isso, Clarice Cardoso recuou meio passo, exibindo um sorriso frio.

— Assistente Juliano, quer dizer, Juliano... Você foi preso porque roubou as joias da velha senhora. Isso não tem nada a ver comigo. Se não consegue achar um emprego, deveria ir procurar o suporte pós-venda da Júlia.

— Você não deve saber, mas a Júlia deu à luz uma menininha adorável. O Sérgio está encantado por ela.

Ao ouvir o nome de Júlia, a expressão de Juliano contorceu-se de ódio.

Ele era um formado de uma universidade prestigiada e, ao ingressar na Oceano, tinha um futuro promissor.

Mas foi por causa daquela maldita mulher da Júlia, que teve a ousadia de chamar a polícia, que o seu futuro foi arruinado!

Clarice Cardoso o empurrou para longe: — Sendo assim, vá procurá-la e pare de me encher.

Vendo que Clarice Cardoso estava indo embora, Juliano se apressou em segui-la, pois estava realmente no fundo do poço.

— O que acha de a vovó comprar um seguro para as mãozinhas da nossa Dora?

Júlia sorria enquanto observava aquelas duas preciosidades, uma velha e uma criança, brincando de gavião pega pinto.

Sérgio Santana não aguentou e se aproximou, querendo explicar algo.

— Júlia, sobre o que aquelas pessoas disseram no salão de banquetes... Sinto muito.

Ele fez uma pausa.

Sérgio Santana sempre acreditava que podia reprimir os outros à vontade e que um simples pedido de desculpas seria suficiente para apagar o que tinha feito.

Júlia, porém, já havia aprendido a fingir que não via e a tirar proveito da culpa alheia para conseguir o que queria.

— Não precisa se desculpar. Dessa vez, vou levar a Dora comigo para o set de gravação, então é só você não nos incomodar.

Sérgio Santana franziu os lábios em um momento de silêncio.

— Para onde?

Júlia mencionou um lugar e acrescentou que pretendia se hospedar em um hotel com a filha.

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