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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 365

Sérgio Santana saiu da mansão.

Voltou a agachar-se sob a janela e fez uma ligação para o seu motorista.

Apenas hoje ele compreendeu como Júlia havia se sentido ao receber os seus presentes no passado.

Também se lembrou de que tanto Éder quanto a velha senhora o haviam avisado claramente.

Ao escolher um presente para a esposa, deveria fazê-lo com o coração, perguntar o que ela gostava, o que ela queria.

Mas ele fora orgulhoso demais.

Orgulhoso a ponto de achar que entendia o coração humano o suficiente.

Orgulhoso a ponto de... achar que, independentemente do que desse, Júlia gostaria.

Sérgio Santana sentiu uma inveja enlouquecedora ao pensar que Lucas Franco receberia uma joia meticulosamente projetada e de valor inestimável.

O que era ainda mais difícil de aceitar.

Ao pensar que o coração de Júlia, naquela época, estava exatamente como o seu agora.

Sentia uma dor profunda no peito.

Até mesmo respirar parecia como engolir facas.

Cortando sua garganta e pulmões a cada movimento.

— Eu sou um canalha.

O motorista até pensou ter ouvido errado e olhou para o chefe pelo espelho retrovisor.

Apenas viu que o chefe já havia fechado os olhos e adormecido recostado no banco.

Quando Sérgio Santana acordou, estava em um quarto de hotel.

Ele ainda estava com o soro na veia.

Éder e o médico da família incrivelmente haviam voado da Cidade N para lá.

— Diretor Santana, o senhor finalmente acordou.

Naquele dia, o motorista planejava seguir o plano original e levar o chefe ao aeroporto.

No entanto, por mais que o chamasse, o homem não respondia.

— Diretor Santana, o seu estado de saúde tem estado péssimo ultimamente. Eu insisto, seria melhor o senhor ir imediatamente ao hospital fazer um check-up. — suspirou o médico.

Sérgio não olhou no espelho, então não conseguia ver o quão péssima estava a sua aparência.

Apenas acenou com a mão.

— Deixe isso para quando os assuntos da família Cardoso terminarem.

Ele pegou o copo d'água.

— Como está o assunto dos fundos offshore?

— Vim conversar sobre uma parceria com o Sr. Guerra.

Embora tivesse conseguido assumir os projetos do Oceano conforme desejava, ela não se sentia segura usando constantemente o pessoal de Sérgio.

Leonel era um sócio sênior de um banco de investimentos.

Ele precisava de clientes e de fundos.

Já Clarice precisava de mais um meio para desviar patrimônios.

Porém, para sua surpresa, Leonel não aceitou de imediato.

Em vez disso, ele olhou sorridente para a mulher à sua frente.

— A Senhorita Cardoso talvez não entenda do nosso ramo, mas eu não tenho interesse nesse tipo de coisa.

Clarice sorriu.

— Sr. Guerra, por que me dar desculpas? Com o seu cargo de sócio no banco de investimentos, seria capaz de comprar um jato particular e um iate de luxo?

— Eu conheço as regras, não deixarei que ganhe apenas aquela miséria de comissão.

Leonel apoiou o queixo nas mãos, permanecendo em silêncio.

Clarice tinha razão.

Apenas dependendo de um salário fixo, não conseguiria levar uma vida de luxo nem na próxima encarnação.

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