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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 369

O plano de Sérgio havia corrido perfeitamente bem.

Éder recolheu todas as provas de contas e transações anormais, compilou-as num documento legal e debateu incansavelmente com os advogados de confiança de Sérgio.

Ele não tinha conseguido arranjar tempo.

Até três dias atrás, quando recebeu um pacote com um endereço internacional.

Lá dentro, havia alguns anexos de prontuários médicos.

E também um pen drive.

Após analisá-lo, Éder levou um susto e bateu imediatamente à porta do escritório do presidente.

— Diretor Santana, o senhor me enviou ao exterior para investigar os registros médicos da senhora.

Sérgio estava de olho na variação das ações do grupo. Sem tirar os olhos da tela, apenas perguntou:

— Algum problema?

Éder teve dificuldade em falar.

— É melhor... é melhor o senhor mesmo ver.

Se Júlia estivesse ali, reconheceria de imediato que o logotipo e o nome no canto superior esquerdo do prontuário pertenciam à Clínica Psiquiátrica Saint-Vallier, onde ela havia se internado no exterior.

Sérgio não conhecia aquele hospital.

Mas entendia as palavras "mental hospital".

Por um instante, ele pareceu perder a razão e logo estampou uma expressão de total incredulidade. Como estivera doente não muito tempo atrás, seu rosto parecia uma tela de pintura, onde tanto os olhos injetados de sangue quanto as fortes olheiras estavam bem marcados.

Éder nunca vira seu chefe com um semblante tão sombrio e desolado.

Por um momento, sentiu pena.

— Parece que... na época, já havia indícios no país e, junto com a depressão pós-parto...

Ele não conseguiu terminar a frase.

— Como isso aconteceu?

— Como é possível?

As costas de Sérgio ficaram rígidas, como se algo o tivesse pregado na cadeira.

Sua voz saiu num fio.

Tão baixa que Éder não soube dizer se Sérgio falava sozinho ou com ele.

— Naquela época, os médicos claramente disseram que a depressão dela não era grave.

— Disseram que bastaria equilibrar os hormônios e sair da mansão para que ela se recuperasse ao normal.

— Como isso pôde acontecer?

Não conseguia imaginar.

Como Júlia, uma mulher grávida em um país estrangeiro, conseguiu fazer o pré-natal, o tratamento psiquiátrico e, por fim, dar à luz Dora sozinha.

O pen drive repousava silenciosamente sobre a mesa.

Tremendo, Sérgio o inseriu no computador.

Eram vídeos e áudios do tratamento de Júlia.

O primeiro que Sérgio abriu foi um áudio de seis meses após o parto.

No início, o alto-falante emitia apenas um silêncio longo e sufocante.

Ele só conseguia ouvir a respiração pesada e contida de Júlia, tão fraca que parecia prestes a parar.

O médico a guiava com um inglês suave.

Muito tempo depois, Júlia finalmente falou.

Sua voz soou rouca, seca e embargada pelo choro recente.

— O bebê dormiu mal hoje, fiquei com ela no colo a noite toda. Ela parece não saber o quanto é adorável... Doutor, você acha que o bebê vai perceber que não tem pai?

Depois, havia um de três meses após o parto.

— Hoje me olhei no espelho e me achei muito estranha. Não sinto vontade de comer nem de dormir. Quando ouço o bebê chorar, também me dá vontade de chorar, será que isso não é irritante demais?

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