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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 372

O abraço de Sérgio se desfez de forma abrupta.

Ele cambaleou alguns passos para trás e se recostou na porta.

A dor emergiu, com atraso, do topo da cabeça.

Júlia também paralisou por um instante.

Mas não sentiu qualquer arrependimento.

Ela o encarou ferozmente, com a voz rouca, cada palavra soando como se jorrasse sangue.

— Sérgio, você achou o máximo me chantagear com isso, não é?

Sérgio foi ferido por aquele olhar de ódio, e, por um momento, seu peito doeu mais do que a cabeça.

Seu gogó subiu e desceu.

Apenas respondeu mecanicamente à pergunta.

— Eu não achei, eu só fiquei com o coração partido, eu só não conseguia entender por que você...

— Por que eu fiquei doente, não é isso?

O sorriso de Júlia era mais feio que o choro.

— É claro que foi porque, no nosso casamento, o meu marido escondeu o seu primeiro amor e, três anos depois, permitiu de braços cruzados que a amante invadisse nossa casa.

— Foi pelo amor que vocês esbanjaram enquanto eu era xingada pela internet inteira.

— E mais, ainda bem que você não sabia da minha gravidez, caso contrário, você não ficaria ainda mais tranquilo para me trair enquanto eu estava grávida e rir da minha cara?

— Sérgio, eu já estava farta da sua cara de morto todo santo dia, da sua violência psicológica, das suas inúmeras traições e descasos, além daquela prisão e do controle que você fazia a seu bel-prazer!

— Isso tudo não foi o bastante?

As lágrimas de Júlia rolaram, e ela finalmente perdeu o controle.

— Agora você pegou os meus prontuários e também compartilhou com a sua querida Clarice, ficou feliz em ver tudo isso? Se está feliz, por que não ri? Pra quem é todo esse teatro de arrependimento profundo?

Um dos olhos de Sérgio estava coberto por sangue, incapaz de abrir.

Sua voz soou embargada.

— Eu não compartilhei com ninguém.

Júlia sempre fora ótima em tolerar e aguentar as coisas calada.

Mesmo quando o casamento terminou de forma humilhante.

Ela raramente usava palavras cruéis com ele.

Sérgio nunca havia imaginado que Júlia sentisse tanto ressentimento e tanto ódio dele.

Aquele pensamento o deixou tonto por um instante.

E ele caiu sentado no chão.

Talvez os gritos da briga tivessem sido altos demais, alertando Lucas no escritório ao lado.

Ele bateu na porta com força.

— Júlia, você está aí dentro?

— O que está acontecendo? Abre a porta!

O escritório da sócia e o de Lucas ficavam em um andar isolado.

Ainda bem que era assim, ou a empresa inteira estaria assistindo ao show.

Mas o resto não podia ser mais real.

Sérgio:

— Não fui eu quem entregou os seus prontuários para a Clarice.

— E o Bernardo também não é meu filho biológico, ela me enganou.

— Eu planejei usar essa notícia para abafar o burburinho contra você. Somente dessa forma resolveríamos a situação de uma vez por todas; não precisaria divulgar sua condição de saúde e faria essas pessoas perderem a coragem.

Claro, também adiantaria as suas próprias estratégias.

Sérgio engoliu o sabor amargo que tomou a sua língua.

— Júlia, eu nunca dormi com a Clarice...

As poucas frases que saíram de sua boca.

Eram mais bombásticas a cada instante.

Patrícia ouvia boquiaberta.

— Meu Deus, então o garoto não é seu filho?

Isso exigia uma paciência colossal.

Aconteça o que acontecer, Éder já havia começado a agir.

A primeira coisa a ser lançada foi o exame de DNA do Bernardo.

Desde o momento em que Clarice subornou os funcionários do laboratório, Sérgio já havia preparado duas amostras e dois laudos de exame.

Um deles, ele havia deixado nas mãos de Clarice para que ela falsificasse à vontade.

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