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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 374

Ao ouvir o grito da filha, Marlene Martins se assustou tanto que afrouxou o aperto no copo de suco que segurava.

Ela caminhou apressadamente até o quarto ao lado.

Lá, viu Clarice Cardoso em pé, andando de um lado para o outro no quarto com passos curtos.

A cabeça de Clarice estava abaixada, os cabelos longos cobrindo todo o seu rosto.

Ao ver Marlene, ela levantou a cabeça bruscamente.

Seu rosto estava vermelho, o canto dos olhos tremia sem parar e suas pupilas balançavam de um lado para o outro.

Ela murmurava sem parar:

— O que eu faço, o que eu faço, o que eu faço?

— É falso, é tudo falso, eu estou arruinada.

— O Bernardo também está arruinado.

Marlene se assustou com o jeito neurótico dela.

Logo em seguida, recebeu uma ligação da assistente da empresa.

A polícia havia batido à porta da empresa da família Cardoso.

A acusação era suspeita de lavagem de dinheiro.

O pai de Clarice já havia sido levado para a delegacia.

Provavelmente, alguém também logo bateria à porta de Marlene.

Marlene balançou a cabeça:

— Como isso é possível?

— É verdade, Sra. Cardoso. Antes de ser levado, o chefe me pediu para ligar para a senhora. As contas no exterior das empresas de fachada estão no seu nome...

O coração de Marlene deu um salto.

Da última vez que comprou medicamentos proibidos, no fim das contas, foi um problema pessoal. Ela era apenas a compradora, não a vendedora. Mesmo sendo alvo de Sérgio Santana, a pena não passaria de seis meses.

Mas desta vez...

Marlene segurou Clarice, que corria de um lado para o outro.

Clarice estava com uma postura rígida e começou a se debater, como se estivesse assustada.

Agora não era hora de mimar a filha.

Marlene deu-lhe um tapa:

— Acorde! Escute o que eu estou dizendo!

Ela segurou os antebraços da filha com firmeza.

— Clarice, fomos enganadas. Pegue o Bernardo agora mesmo e vá procurar uma saída.

Clarice olhava fixamente para a mãe.

Não sabia mais o que fazer, apenas chorava.

— Não me importo a quem você vai recorrer, seja o pai biológico da criança ou o Sérgio. Você precisa dar um jeito de salvar a mim e ao seu pai.

A situação parecia gravíssima, mas não era impossível de reverter.

Marlene colocou um cartão de visitas na mão de Clarice.

Nele havia o nome de Vinh.

Clarice estava extremamente apavorada.

Ela colocou máscara e boné, e só ligou para Bernardo quando chegou à porta da antiga mansão dos Santana.

A voz de Clarice tremia:

— Leonel, só você pode me ajudar agora.

Mas Leonel não fez menção de sair da porta.

— Não entendi.

Clarice cerrou os dentes:

— Não se esqueça, você também esteve envolvido na transferência de bens. Estamos no mesmo barco.

— Além disso, o Bernardo, querendo ou não, é o seu filho.

Leonel quase riu alto.

— Clarice, você esqueceu que assinou um acordo?

— Bernardo tem o sobrenome Santana. Como ele virou o meu filho?

— Além do mais, quando você me procurou para usar a minha semente, por que não pensou em estarmos no mesmo barco?

— Você diz que ele é meu filho, e eu digo que é um bastardo que você teve, e que agora está tentando me extorquir dinheiro.

Os olhos de Clarice estavam vermelhos e ela não tinha saída.

Para se livrar de Leonel antes, ela de fato assinou um acordo.

Ela só pôde bater no ombro de Bernardo, tentando usar a criança para despertar a piedade do homem.

— Vai lá, chame-o de papai.

Bernardo estava com um pouco de medo.

Ele rejeitou a ideia de corpo inteiro, contorcendo-se e sacudindo os braços.

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