— Não quero! Essa casa é muito pequena e feia. Não quero que ele seja o meu papai!
— Eu quero o meu papai, quero comer o picolé que a bisavó comprou, buááá!
Bernardo de repente correu e empurrou Leonel.
Leonel era alto e forte. Com um movimento, jogou Bernardo longe.
Ao ver isso, Clarice se jogou para cima dele:
— Você bateu no meu filho! Eu vou acabar com você!
Leonel não era Sérgio Santana.
Ele não havia chegado onde estava no exterior graças a diplomas, mas sim lutando para sobreviver.
Naturalmente, ele não tinha muita piedade por mulheres e crianças.
O dorso da mão de Leonel foi arranhado. Ele levantou a perna e deu um chute voador.
Clarice caiu no chão com o impacto.
— Sua louca, procurando otários por aí! Ficou doida por dinheiro, foi?
Clarice começou a gritar.
Ignorando qualquer decência, ela começou a bater nele descontroladamente.
No fim, foi enxotada de lá com uma vassoura.
Do outro lado, Júlia Guedes também encontrou uma vassoura da empresa e varreu os cacos de porcelana do chão.
Ela sabia que, dessa vez, havia entendido Sérgio de forma errada.
Patrícia Prado desceu imediatamente para fazer a ligação com o estúdio e cuidar dos preparativos.
Lucas Franco também recebeu uma ligação do assistente do seu próprio pai. Ele franziu a testa e lançou um olhar para Sérgio.
— Vou procurar alguém na enfermaria.
Sérgio encostou-se no batente da porta, fingindo fraqueza.
Ele sabia que Júlia, embora parecesse indiferente agora, devia estar se sentindo muito culpada por dentro.
Então, ele estendeu a mão.
— Júlia, pode me ajudar a sentar no sofá por um momento?
— Eu... cof, cof, estou com tontura e meu estômago dói muito.
— A culpa é minha por não ter explicado direito assim que entrei, mas não se preocupe, não vou fazer exame de corpo de delito. Você me machucou, mas já foi.
O corpo de Júlia enrijeceu.
Após hesitar por um momento, ela foi até lá e o ajudou a se levantar.
A essa altura, ela já havia se acalmado completamente.
Olhando de perto, ela percebeu o quanto Sérgio estava sangrando.
Algumas das manchas de sangue em sua camisa já haviam secado e escurecido, outras ainda estavam úmidas.
Sérgio apoiou quase todo o seu peso em Júlia.
Como se colasse nela de propósito.
Júlia falou:
— Fique firme.
Sérgio, com o rosto pálido, desculpou-se:
— Sinto muito.

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