De fato.
No passado, Júlia não acreditava nas palavras de Sérgio e achava que o suposto arrependimento e a dor dele eram todos encenação.
Neste momento, ela se sentia exausta, mas era inegável que...
Havia uma sensação indescritível de choque e amargura no seu coração.
O carro parou na frente do prédio da Oceano.
Os executivos vieram recebê-la pessoalmente.
A recepcionista viu Júlia e cumprimentou-a respeitosamente:
— Senhora.
Júlia olhou para ela.
Sua expressão era fria e sua voz não tinha qualquer emoção pessoal.
— Não me chame de senhora. Me chame de Diretora Guedes.
Ela disse isso para que os executivos pudessem ouvir.
Com o acidente de Sérgio, as pessoas que trabalhavam para ele com certeza não estariam dispostas a se submeter a ela.
Júlia não tinha tempo para discussões, então ela teve de adotar uma abordagem relativamente rigorosa.
Como esperado, ao ouvirem isso, aqueles homens mudaram de expressão e perceberam que as suas atitudes estavam sendo relaxadas demais.
— Diretora Guedes.
Júlia concordou com a cabeça:
— Vamos lá.
Enquanto subia para o seu andar, ela passou pela recepção, pela área de trabalho no térreo e encontrou muitos funcionários da empresa.
Ela viu preocupação e esperança nos olhos daquelas pessoas.
Júlia nunca havia sentido tão de perto a pressão de ser chefe de uma empresa.
Não se tratava apenas de assinar papéis de qualquer jeito, dar uma olhada em relatórios e realizar reuniões segurando uma xícara de café elegante.
E sim de que cada decisão poderia influenciar o futuro, o salário e o bônus de fim de ano dos funcionários.
Era o ganha-pão de outras pessoas.
Júlia respirou fundo.
O responsável pelo Departamento de Relações Públicas já havia recebido a ordem de Júlia e expressou a sua discordância:
— Diretora Guedes, eu sei que a senhora quer muito fazer algo pela empresa.

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