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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 5

— Tá bom.

— Era exatamente essa a resposta que você esperava ouvir, não era? — Júlia retrucou com um tom leviano.

Sérgio ficou em silêncio, aparentemente sem entender como Júlia podia recusar seu pedido.

— Nós dois sabemos muito bem se aquela curtida foi um acidente ou de propósito — disse Júlia.

— Clarice passou esses anos estudando fora, ela não tem familiaridade com as redes sociais daqui. Ela já pediu desculpas — Sérgio argumentou.

Júlia teve muita vontade de perguntar se pedir desculpas resolvesse, pra que existiria a polícia?

Ela não insistiu em debater se havia sido ou não um acidente, apenas recusou o pedido de Sérgio.

— Júlia, você não é o tipo de pessoa mesquinha — Sérgio pausou.

Júlia soltou uma risada de raiva.

Ela sabia que não era magnânima a ponto de engolir a fama de amante, muito menos a ponto de aceitar o próprio marido pedindo desculpas no lugar de outra mulher.

Seu peito transbordava de frustração, mas ela não podia simplesmente explodir.

— Amanhã eu peço para passarem um imóvel para o seu nome. Sobre as ações da empresa, podemos conversar — Sérgio disse com uma voz desinteressada e impaciente.

Ele estava no topo, como se olhasse de cima para uma mendiga pedindo esmolas na porta de casa.

Bastava dar algumas migalhas para enxotá-la.

E ela ainda tinha que se curvar em gratidão.

— Diretor Santana, se eu estivesse atrás do seu dinheiro, não teria assinado aquele acordo pré-nupcial nem teria aceitado viver esse nosso relacionamento clandestino por três anos inteiros, não concorda? — Júlia sentiu o nariz arder, tentando preservar sua dignidade.

Sérgio prendeu a respiração. Não sabia por que, mas ouvi-la chamá-lo de Diretor Santana com tamanha frieza e distanciamento foi extremamente incômodo.

— Júlia, você sempre foi tão sensata. Pare com essa birra, está bem? — ele apertou a ponta do nariz e falou devagar.

— Não sou eu quem está fazendo birra. Um simples processo contra quem está espalhando fofocas não vai causar nenhuma ameaça às ações da Oceano.

— Pode não ameaçar agora, mas não quer dizer que não vá causar estragos depois. Você já deve ter visto o anúncio, Clarice começa a trabalhar na Oceano amanhã, e a reputação dela não pode ser manchada — Sérgio explicou com o tom de quem faz negócios.

Júlia perdeu as palavras por um instante.

Sentiu uma dor surda latejando em seu coração, se estendendo pelas costelas.

Aos olhos de Sérgio, a reputação do seu primeiro amor era a coisa mais importante do mundo.

Enquanto ela, sua esposa de três anos, não valia um centavo furado.

Que palhaçada...

— Vejo que você entende muito bem o poder destrutivo da opinião pública — ela respirou fundo, tentando ao máximo manter a calma.

Sem falar que, antes de tudo aquilo, ela era uma atriz.

— O Diretor Santana disse que você não precisa se preocupar com a segurança da mansão e que pode usar qualquer outro carro da garagem à vontade — disse o assistente.

Júlia mordeu os lábios.

Pelo visto, Sérgio não fazia a menor ideia de que ela já havia se mudado de lá.

Melhor assim.

Em vez de dirigir os carros de Sérgio, Júlia dirigiu seu próprio carro até a mansão da família.

O velho guarda não reconheceu o veículo e hesitou em liberar a entrada, mas quando viu quem era, abriu um sorriso: — Ah, é a senhora! Vou registrar a placa do carro agora mesmo.

— Não precisa, obrigada.

Se nada desse errado, Júlia não voltaria mais lá no futuro.

E se voltasse, seria apenas uma visita comum.

Um barulho de motor soou atrás dela. Ao se virar, viu um carro que ela conhecia muito bem estacionar logo atrás.

O segurança olhou para Júlia e depois para o carro, com uma expressão confusa: — Mas esse não é o carro que o Diretor Santana deu para a senhora usar?

Clarice abriu a porta e caminhou até ela. Usava um conjunto branco naquele dia, com um visual bem-comportado e recatado, típico do estilo conservador que bombava na internet.

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