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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 88

Júlia olhou mais de perto e notou que até os pequenos arranhões eram idênticos aos daquele conjunto de joias.

Ela queria perguntar mais, mas viu Tiago se aproximando e teve que deixar para lá.

Tiago viera convidá-la para participar de uma festa privada que aconteceria a seguir.

Na pressa, ele acabou pisando acidentalmente na bainha do vestido de Júlia.

Ela quase caiu; tanto Tiago quanto Lucas, que não estava longe, estenderam as mãos para ampará-la.

Mas ela mesma recuperou o equilíbrio.

Toda a cena foi observada por Sérgio.

Clarice, naturalmente, também viu:

— A Júlia tem tanta sorte com os homens... Dá até inveja! Até o Tiago ficou encantado com ela. Não é à toa que o Diretor Rocha da nossa Estelar tem tanto interesse nela.

O semblante de Sérgio fechou.

Fingindo não perceber, Clarice continuou:

— Aliás, dessa vez, lá na França, até o Marc Rochas ficou impressionado com ela. Nem imagino... o que ela fez para conseguir isso.

Tiago logo retornou com uma expressão de decepção.

— Eu a convidei para ir com a gente para a festa privada depois daqui, mas ela recusou.

Clarice soltou um risinho debochado.

— Você é bobo? Não viu o quanto ela é próxima do Sr. Franco? Olha lá, o carro da família Franco já está lá fora esperando.

Tiago olhou para trás.

E era verdade. Júlia já estava vestindo seu casaco e caminhando para a saída.

Como o caminho do pátio era irregular, Lucas até se curvou para segurar a saia do vestido dela.

Eles pareciam bastante íntimos.

Sérgio ergueu a cabeça, virou o copo de vinho de uma vez só e disse impaciente:

— Não íamos jogar cartas? Vai começar ou não?

Clarice sorriu suavemente.

— Vamos entrar. Afinal, uma festa privada assim não é para qualquer um.

Júlia realmente não tinha planos de ficar até tarde, pois tinha compromissos de trabalho no dia seguinte.

Lucas a levou até a porta da mansão principal.

Assim que entrou, ela sentiu um leve aroma.

Na cozinha, Dona Eunice preparava um caldo.

Ao vê-la, Dona Helena baixou o livro que lia:

— Julinha, você chegou! Vá experimentar o caldo revigorante que a Eunice fez para cortar a bebedeira.

Dona Eunice pegou o casaco de Júlia:

— O jovem mestre Sérgio não voltou com você? Deve ter ficado fazendo hora extra na empresa de novo.

Claro que não.

Sérgio estava acompanhando Clarice e os amigos no clubinho privado.

Mesmo assim, Júlia não queria que a avó se preocupasse.

Ela justificou:

— Vista isto para se proteger do frio.

Dona Helena estava ali justamente para "pegar os dois no flagra".

Ela encarou Clarice com um sorriso que não chegava aos olhos:

— Agradeço o incômodo, Senhorita Cardoso. E ainda teve o trabalho de nos fazer o favor de usar o carro da família Santana para trazer as pessoas.

A senhora inclinou a cabeça, usando os óculos de leitura para observar atentamente.

Então perguntou:

— Julinha, este não é o carro que você usava na outra casa?

Júlia assentiu:

— É sim, avó.

Sérgio viu Júlia dar meio passo à frente e instintivamente virou o corpo para esconder Clarice atrás de si.

Ele fixou um olhar gélido em Júlia.

Ainda há pouco, Tiago havia perguntado se ela queria acompanhá-los, mas ela havia recusado.

E agora, deixava uma senhora daquela idade tomando sereno.

As intenções dela eram óbvias.

— Avó, eu quem pedi para a Clarice ficar para conversarmos sobre assuntos da empresa.

Ao ouvir aquilo, Clarice logo tratou de se defender também:

— Não culpe o Sérgio, a culpa foi minha. Como inaugurei as lojas físicas da minha marca no fim de semana, aproveitei para pedir conselhos a ele.

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