Ponto de vista de Alexis
"Espere, você acabou de dizer que eu vou ser testado?" Eu respondi, fingindo uma expressão assustada enquanto arregalava os olhos.
Examinando-me, uma m*rda. Ninguém é poderoso o suficiente para me tocar.
"Haha... Não se preocupe, querida. Vai ser curto e rápido." Ela disse, e o rapaz nos encarou sem entender nada, intercalando o olhar entre mim e sua namorada, ele nos fitou com estranheza, como se estivesse ouvindo essas palavras pela primeira vez em sua vida.
"Do que estão falando? Lanternas? Análise? Perdi alguma coisa? Como sabe sobre a pesquisa do professor? Você nem faz parte do nosso laboratório." Ele perguntou a ela.
Bem, parece que alguém ia ter uma baita surpresa. Não me chocava saber que ela não contou a ele sobre nossa espécie.
Inclinando meus olhos, olhei para a garota de cima a baixo. Ela era uma lanterna, um pouco mais alta do que eu e, óbvio, uma desgarrada.
"Estamos falando de um projeto diferente aqui, querido. Por que não entra e conversa com o professor enquanto eu levo a garota? Acho que seremos boas amigas." Ela disse, seu olhar focado em mim em um gesto de advertência.
E, por alguma estranha razão, ela estava esperando que eu participasse da sua mentira.
Quero dizer, quem você pensa que é, v*dia? Ninguém manda em Alexis. Eu sou dona de mim. Eu não escuto nem mesmo o chefe do conselho, o que faz você pensar que vou dar ouvidos a você, que não é nada além de uma mísera lanterna desgarrada?
Eu posso ser como você, mas há algo que me diferencia da espécie: eu não ando em grupo. Eu não cometo crimes por causa da satisfação do meu ego, só quando sou obrigada a tal. Como será o caso nesse instante se ela não me deixar em paz.
"Acho que não. Estou aqui para conhecer Shin che, e tenho uma agenda muito apertada. Então, se me dá licença..." Eu disse, o que fez o rapaz acenar com a cabeça quando começou a andar para dentro do prédio.
“Não mexa com a garota errada, querida. Nem todos os humanos perdoam e são bons.” Eu disse antes de sorrir e entrar.
Sim, é isso mesmo. Vou fingir que sou humana de hoje em diante porque essa espécie me trata tão bem que prefiro me chamar de humana do que de lobisomem. Quer dizer, sou tecnicamente uma humana, não é mesmo?

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