Antonela não tinha dormido por muito tempo quando Pâmela a acordou.
“Antonela, hoje tem reunião cedo na empresa, vou indo primeiro. As roupas que você vai usar estão em cima do travesseiro, a chave deixei no criado-mudo. Depois do trabalho, pode vir direto para cá.”
“Hum... Tá bom.” Antonela respondeu sonolenta e logo voltou a dormir.
Quando ela acordou de novo, já eram oito horas.
Ela se vestiu apressadamente com o conjunto que Pâmela havia preparado e pegou um táxi para ir ao trabalho.
Por causa do que tinha acontecido na noite anterior, Antonela passou o dia inteiro desconcentrada, cometendo erros no trabalho repetidas vezes, sendo duramente repreendida pela sua mentora, Cláudia Azevedo.
“Antonela, o que é isso que você desenhou? Em que você está pensando? Esses traços seguem os padrões de corte de joias? Seguem?”
“Desculpe...” Antonela reconheceu seu erro e pediu desculpas repetidas vezes.
Mas Cláudia não aliviou e continuou a gritar com Antonela: “Não pense que só porque você foi uma das melhores alunas do curso de design de joias do Instituto Superior de Ciências e Harmonia você é especial. Aqui na Terra do Sul, você tem que obedecer. Se não sabe ao menos desenhar isso, é melhor sair logo da Terra do Sul...”
Antonela abaixou a cabeça, ouvindo calada, até que veio um aviso para Cláudia ir para uma reunião e ela finalmente parou.
Na verdade, Antonela só tinha errado um desenho e não merecia uma bronca tão forte de Cláudia.
O motivo de Antonela estar sendo tratada tão mal era outra pessoa: Luana Sampaio.
Luana tinha sido colega de turma e de quarto de Antonela na faculdade. Em tese, deveriam ter uma boa relação, mas Luana implicou com Antonela durante todos os quatro anos, algo que até a própria Antonela achava inexplicável.
Depois que ela foi contratada pela Terra do Sul, Luana também entrou na empresa. Antonela achava que, agora que não eram mais colegas de quarto nem de turma, se não tivesse contato com Luana, ela deixaria de incomodá-la.
Cláudia, que era a mentora de Antonela e gostava dela inicialmente, passou a implicar com ela depois de ser influenciada várias vezes por Luana.
Antonela sempre foi rigorosa e raramente cometia erros. Naquele dia, totalmente desconcentrada, acabou dando motivo para Cláudia pegá-la no erro.
Antonela parou, mas não virou o rosto. “O que mais quer?”
O canto da boca de Luana se curvou num sorriso frio. Ela se colocou à frente de Antonela e, em tom de provocação, disse: “Antonela, te convido hoje para ir ao Céu de Prata, vai ou não vai?”
“Por que eu iria?” Antonela respondeu e tentou contornar Luana para ir embora.
Luana, com um ar de falso pesar, respondeu: “Foi o Eduardo que pediu para eu te convidar. Se não quiser ir, tudo bem.”
Ao ouvir o nome “Eduardo”, Antonela parou imediatamente, virou o rosto para Luana e perguntou: “Você disse que foi o Eduardo que pediu para você me chamar?”
“Sim, ontem o Eduardo tentou te ligar e não conseguiu. Eu, de boa vontade, vim te avisar. Vai ou não vai?” O olhar de Luana trazia um sorriso enigmático.
Pelo que Antonela conhecia de Luana, sabia que ela não era tão altruísta. Mas e se o convite fosse realmente do Eduardo? Antonela hesitou e acabou dizendo: “Vou.”

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