Vinícius abriu a mochila e tirou de dentro uma marmita japonesa preta, delicada, bonita demais para parecer comum.
Era uma porção que ele trouxe de propósito do restaurante.
Dentro havia ingredientes caros: wagyu, ouriço-do-mar e alguns peixes e frutos do mar cujos nomes ele nem sabia pronunciar.
Enquanto comia, Vinícius achou tudo tão gostoso que só conseguia pensar em como seria bom se a irmã e a mãe também pudessem provar. Mas ficou com vergonha de pedir isso a Bruno.
Foi o próprio Bruno quem mandou prepararem algumas porções extras e lembrou Vinícius de levar para casa, para dividir com a família.
Para Vinícius, aquilo só podia significar uma coisa. Bruno pensava em Rebeca.
Foi por causa dela que ele o defendeu e conseguiu sua matrícula numa escola no centro de San Elívar.
Mesmo que, por fora, Bruno parecesse sempre cheio de segundas intenções com Rebeca, Vinícius observou bem: ele nunca passava de certo ponto.
No fundo, até parecia estar tentando agradá-la.
Se Bruno realmente quisesse comprar briga com ela, Rebeca jamais conseguiria enfrentá-lo daquele jeito, muito menos sair por cima.
— Eu... eu desisto de falar com você!
Rebeca sentiu que Vinícius já estava sem salvação. Não tinha mais paciência para gastar saliva.
Tomou o celular dele, apagou o contato de Bruno e, na mesma hora, decretou: a partir daquele dia, Vinícius estava proibido de qualquer contato com ele.
Vinícius ficou magoado de verdade.
No caminho de volta, continuou emburrado, sem dizer uma palavra.
A escola dele não ficava tão longe dali. Como ainda era cedo e havia ônibus circulando, Rebeca não chamou carro. Os dois seguiram um atrás do outro em direção ao ponto.
De repente, uma van cinza freou junto ao meio-fio.
A porta se abriu, e vários homens corpulentos saltaram lá de dentro, avançando direto na direção dos dois.
Rebeca reagiu num segundo.
Empurrou Vinícius com força.
— Corre!
Ela tinha instinto afiado para perigo.
Mas Vinícius levou um susto tão grande que travou por alguns segundos.
Quando viu um dos homens vindo agarrá-lo, já era tarde demais para correr.
Rebeca também foi cercada.
Em poucos movimentos, os homens a fecharam por todos os lados. Um deles torceu o braço de Vinícius para trás e já começou a empurrá-lo para dentro da van.
— O que vocês querem? Meu irmão ainda é estudante, ele não tem dinheiro para dar a vocês! Se tiverem algum problema, falem comigo. Esta rua tem câmeras...
Rebeca gritou, tentando avançar para impedir aqueles homens.
Mas ela também já estava encurralada, cercada por vários deles.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...
Por favor autor, para de criar teorias merabolantes, agora aparece esse irmão da Carolina poderosissimo aff! um romance vai virando uma história sem fim....
Podia liberar mais capítulos em homenagem ao dia das mães...