O silêncio tomou conta do apartamento pequeno.
Por um instante, Bruno realmente não soube o que responder.
Diante do olhar investigativo de Rebeca, teve a impressão de que ela estava provocando de propósito.
Desde pequeno, Carolina o castigava fisicamente.
Quase sempre com chicote.
E, para que ele "aprendesse", não permitia tratamento logo depois. Mesmo com a pele aberta, precisava suportar a dor por dois dias, até a lição ficar gravada.
Com o tempo, muitas marcas ficaram.
Carolina gostava daquelas cicatrizes.
Dizia que um homem com marcas no corpo parecia mais imponente. O que ela mais detestava em Bruno era qualquer sinal de fragilidade, qualquer traço de menino mimado.
— Você vai cuidar disso ou vai continuar falando?
Bruno desviou do assunto.
Rebeca percebeu que ele não queria responder. Então se calou e começou a tratar os ferimentos.
Quando Vinícius voltou com a água morna e viu a irmã concentrada, limpando os machucados de Bruno com cuidado, entendeu o recado e foi para o quarto sem atrapalhar.
Rebeca fazia tudo com atenção. Os gestos eram leves, precisos.
A dor em Bruno quase não incomodava. O que ficava, de verdade, era uma sensação inesperada de conforto.
O olhar dele foi subindo devagar até o rosto dela.
Viu a ruga discreta entre suas sobrancelhas, aquele raro fio de ternura que escapava sem que ela percebesse, e o canto de sua boca se mexeu de leve.
Os machucados de Bruno não eram tantos.
Rebeca foi rápida. Em poucos minutos, terminou tudo.
Ele nem teve tempo de olhá-la o bastante, e ela já se levantou, ágil como uma rajada de vento, para guardar as coisas.
— Bruno, quem veio atrás da gente hoje era da sua família?
Rebeca tinha ouvido o que ele disse há pouco.
Era quase o mesmo que ela já suspeitava, aquilo tinha ligação com Bruno.
Mas por que foram atrás dela?
E por que, ao mesmo tempo, também não pareceram tratar Bruno com tanta consideração assim?
— Sim.
Bruno não tentou esconder.
Para Bruno, enquanto conseguisse se esforçar e provar seu valor diante de Carolina, aquilo já era felicidade.
Só agora...
Só agora começava a sentir, aos poucos, que talvez sua vida inteira tivesse sido vazia demais.
— Para de falar besteira. Minha mãe sempre foi muito boa comigo. Nunca existiu maus-tratos.
Depois de alguns segundos de silêncio, Bruno enfim respondeu, frio.
Rebeca soltou uma risada baixa. Aqueles segundos já tinham entregado a resposta mais verdadeira.
A menos que Bruno tivesse sido sequestrado e torturado por anos, não havia como explicar tantas cicatrizes diferentes, grandes e pequenas, antigas e recentes, espalhadas pelo corpo daquele jeito.
Carolina tinha uma necessidade de controle quase sufocante.
E Bruno era preso demais à mãe.
Quase no mesmo instante, Rebeca entendeu a relação dos dois.
No fim, até gente detestável carregava alguma ferida digna de pena.
Rebeca puxou o ar devagar.
— Tá. Se você acha que isso é ser boa com você, então tá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...