— Como pode ser uma coisa boa se você foi para o hospital? Querida, não me enrole, o que aconteceu com você afinal?
— Você vai saber em cerca de dez minutos. Estou indo para aí agora.
Cíntia fez mistério de propósito e se recusou a contar a Wilson por telefone.
Sem outra opção, Wilson disse:
— Tudo bem, eu vou te esperar na empresa. Tome cuidado ao dirigir.
— Certo.
O casal encerrou a ligação.
Daniela não pôde escutar o que Cíntia tinha falado, mas ela escutou o que Wilson havia dito.
Quando Wilson abaixou o telefone, Daniela comentou:
— A sua esposa vai ao hospital e ainda assim diz que é coisa boa. Wilson, a sua esposa deve estar grávida. Porém, é difícil saber se a criança é realmente sua.
Se Daniela não tivesse aquelas fotos, não duvidaria de que o filho fosse de Wilson ao ouvir que Cíntia estava grávida.
Ao ver as fotos, ela teve a impressão de que Cíntia engravidou, mas de que o bebê talvez não fosse de Wilson.
Wilson já tinha uma bela coroa de chifres na cabeça.
O casal havia traído um ao outro. A diferença era que Cíntia claramente aparentava ter sido drogada e tramada, enquanto Wilson traiu intencionalmente, sentindo afeto por outra pessoa.
— O que você quer dizer com isso, Daniela?
Wilson, com a cara fechada, a repreendeu:
— Cíntia tem sentimentos por Francisco, mas nunca aconteceu nada entre os dois.
Ele podia não acreditar na própria esposa, mas confiava em Francisco.
Se Francisco quisesse fazer algo com Cíntia, teria feito há muito tempo; ele não teria esperado até agora.

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