Victor levou Daniela para passear no quintal.
Ao caminharem, um pequeno cachorro branco-puro correu para eles.
Daniela parou instintivamente e olhou para o pequeno cachorro.
O cachorro correu até os pés de Victor, raspando neles sem parar, querendo que Victor o pegasse.
Victor abaixou-se e pegou o cachorro, dizendo a Daniela: — Esse é o cachorrinho da cadela da minha tia Sílvia, chama-se Branco, é bonitinho, não acha?
— Tão bonitinho.
Daniela queria fazer carinho em Branco, mas as patas do cachorro bateram nela, deixando-a com receio, e puxou a mão logo.
— Branco, esta é a minha namorada, não a maltrate.
Victor bateu na cabecinha de Branco suavemente, em seguida tocou nele algumas vezes, antes de falar para Daniela continuar: — Ele entende isso, afague ele, ele não a arranhará mais.
Daniela então afagou ele; de fato, a criaturinha era dócil, aceitando seu afago.
Nesse ponto, outros dois vieram; um maior e um menor.
Eles foram para as pernas de Victor, passando pelas suas calças.
— Essa é a mãe de Branco e o irmão dele.
Victor colocou Branco no chão e acariciou também a cabeça da cadela, dizendo: — Esses três são brancos, e a Tia Sílvia escolheu chamar a mãe de Algodão e o outro de Nuvem, pois os três são parecidos com a neve de tão brancos.
— São lindos e fofinhos.
Daniela mal criava bichos e não sabia das raças, mas sabia que um cão de estimação de Tia Sílvia precisava ser de ótima procedência.
Uma funcionária se aproximou.
Acompanhando-os com os olhos, Daniela disse: — Ao ver cachorros de estimação ou mesmo felinos acho-os belos, fofos e adoráveis, mas na hora de criar, seria péssima em arrumar as sujeiras que deixam no fim.
Segurando sua mão e prosseguindo, o rapaz respondeu sorrindo: — Tio Quirino, Tia Wilma e a senhora não faziam muito; adotando os gatos e cães teriam algo para se alegrar não se aborrecendo.
— Ou contratar as pessoas, como faz minha tia para o cuidado e só precisa aproveitar o lado de divertimento.
Daniela falou: — Tempos atrás Francisco mantinha guardas caninos no seu próprio lar e me deixou aquelas posses lá e a mobília total na separação, isso com as matilhas; e minha mãe os trata da melhor maneira para poder mantê-los.
Com aparência brutal, os cães só mantinham amarras mas saíam e rondavam por livre curso depois de noite para proteção.
Seu tio Quirino e a mãe dividiam espaço nela com essa obrigação nos caninos há algumas datas.
— Tia Wilma jamais sossegou os ânimos, como gosta de muito ofício, todo vão vazio onde mora serve ao fim na produção agrícola da culinária de tempos vagos a que devota o que preenche seus horários.
O tanto de coisas que fazem para eles, são repartidas entre os guarda-costas mantidos de Francisco e também são entregues a vizinha do lado, Juliana.

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