Júlia levou um tapa. Ela tocou o rosto atingido e reclamou com Giovana:
— Giovana, ela me bateu. Eu nem moro na casa dela, moro na sua e do Davi.
— Cíntia, você não é a dona desta casa. Não se esqueça de que a Giovana é a dona agora. Você só está morando de favor aqui.
— Se não gosta de mim, mude-se. Vá morar na sua própria casa.
Júlia sabia que o dote de Cíntia era generoso. Ela tinha vários apartamentos enormes e vilas em seu nome, além de várias lojas alugadas e inúmeros artigos de luxo caros.
Isso a matava de inveja.
A pobreza realmente limitava sua imaginação.
— Por que eu me mudaria? Eu me casei com a Família Vieira, sou a nora da Família Vieira. Esta é a minha casa. Você é uma intrusa, morando de favor aqui há tanto tempo e ainda criando intriga no meu casamento. Faz tempo que não suporto olhar para a sua cara.
— Giovana, é melhor você mandar a Júlia embora. Não me faça expulsá-la. Isto aqui não é hotel para qualquer um ficar. E mais, quando aqueles seus parentes pobres vierem, não vou permitir que se hospedem aqui!
Giovana esperou Cíntia terminar de falar para responder:
— Cíntia, você passou dos limites. A Júlia é minha irmã, fui eu quem a chamou para morar aqui e o meu marido concordou.
— Você bate nela na minha frente. Quando não estou em casa, você deve maltratá-la ainda mais. Quando a sua família vier para a festa de casamento, vou perguntar como foi que criaram a filha deles.
Giovana não queria brigar com Cíntia agora. Ela seria a noiva. E se Cíntia arranhasse seu rosto?
A arrogância de Cíntia esta noite era claramente para provocá-la, querendo que ela brigasse como de costume.
Ela não cairia nessa.


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