— Giovana, quando o médico chega? O estado dela... a gente podia levar para o hospital de carro, seria mais rápido. Chame alguém pra nos ajudar a colocar ela no carro. Vamos levá-la.
Com medo do aborto de Cíntia, Júlia era quem mais queria levá-la ao hospital.
Giovana pensou um pouco e concordou. O hospital mais próximo da residência da Família Vieira ficava a mais de dez minutos de carro, com vários semáforos no caminho. Se esperassem o médico, o bebê de Cíntia talvez não resistisse.
— Vá ligar o carro, vou chamar alguém para ajudar a levá-la.
Giovana ordenou que a irmã fosse buscar o carro, enquanto ela gritava pelo Sr. Adalberto e pelos seguranças para ajudarem a carregar Cíntia, que estava quase desmaiando de dor.
Depois de colocar Cíntia no carro, Giovana ligou de novo para a ambulância, dizendo que ela mesma levaria a paciente ao hospital. Ela pediu que a equipe se preparasse, pois a paciente estava com suspeita de aborto.
Logo, Giovana dirigiu o carro rumo ao hospital, levando Cíntia.
Júlia as acompanhou.
Júlia estava apavorada.
Ela segurava as mãos de Cíntia com força, tentando animá-la e pedindo que ela aguentasse firme.
Cíntia suava frio de dor, pálida, parecendo prestes a desmaiar a qualquer momento, mas não chegou a perder a consciência.
Desde que pudesse jogar a culpa nelas, aquela dor não era nada.
— Wilson... Wilson...
Cíntia gritava:
— Chamem o Wilson...
Júlia estava cheia de culpa.
Ela disse:
— O Wilson ainda deve estar ocupado. A gente te leva pro hospital e tá tudo certo, não precisa chamar ele. Você vai ficar bem, de repente é só a sua menstruação descendo e por isso tá sangrando.
Cíntia revirou os olhos para ela.
Ela não esperava que Júlia ligasse para Wilson, então tentou pegar o celular para ligar ela mesma.
Júlia a impediu na hora.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor! Me Deixa Explicar!