De qualquer forma, a filha era dela, e ela teria que ajudá-la.
Helena suspirou intimamente.
A culpa era deles por não terem educado a filha direito.
Agora não tinham escolha a não ser engolir a situação amarga.
Após trinta minutos de espera, Cíntia foi trazida para fora. Seu rosto continuava pálido, mas não havia ferimentos visíveis nele.
Os golpes de Júlia tinham sido no corpo dela.
Os chutes também atingiram seu corpo. Seu rosto estava intacto.
As lágrimas escorriam por seu rosto. A aparência triste e injustiçada deixava a Família Veloso desolada.
— Cíntia, Cíntia, como você está?
Helena avançou, de coração partido pela filha.
A Família Vieira também se aproximou.
— Amor, como você está?
Wilson segurou a mão de Cíntia e perguntou com o coração apertado.
O Senhor Veloso já tinha perguntado ao médico. E o médico informou:
— A paciente tem hematomas no corpo por conta de agressões e o bebê não sobreviveu. Foi um aborto. A paciente vai ficar fraca pelos próximos dias e precisará ficar internada.
— Quando for para casa, ela deve descansar bastante, como se estivesse de resguardo. Mesmo após um aborto espontâneo, o corpo precisa de repouso para se curar. Ela ainda é jovem e poderá ter outros filhos.
— Doutor, minha esposa abortou? Fazia quanto tempo que ela estava grávida? Nós nem sabíamos.
Perguntou Wilson.

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